A privacidade de artistas fora das câmeras voltou a ser assunto durante uma conversa sobre exposição íntima no programa 'Angélica Ao Vivo', do GNT. Aos 46 anos, Cauã Reymond relembrou uma situação em que teve sua intimidade invadida dentro da própria casa, assim como aconteceu com Bruna Marquezine e Shawn Mendes recentemente.
O episódio veio à tona quando Angélica perguntou ao ator se ele tinha receio de enviar fotos íntimas. Na conversa, que também contou com a participação de Carolina Dieckmmann, vítima de vazamentos no passado, o galã admitiu que o assunto o deixa desconfortável.
"Eu tenho medo", disse Cauã Reymond, que estaria vivendo um affair com uma jovem modelo. Apesar disso, o ator ressaltou: "Eu tenho direito de mandar nude, [mas] se eu quiser".
Carolina Dieckmmann, por sua vez, disse que a decisão exige confiança na pessoa que vai receber o conteúdo. "Uma pessoa que você não tem tanta confiança, é mais tenso". Cauã, então, preferiu não prolongar o assunto: "Mas, é, não sei. Vamos deixar pra lá".
Ao explicar o motivo de seu receio de enviar fotos íntimas, o ator relatou uma situação que viveu quando morava em uma casa de frente para a praia. Sem vizinhos próximos, ele tinha o hábito de acordar e fazer exercícios de respiração e meditação sem roupa, até que um drone o fotografou.
Assim como aconteceu com Bruna Marquezine, que procurou a Justiça, as imagens foram enviadas por e-mail a diferentes editorias de veículos de comunicação. No entanto, segundo Cauã Reymond, nenhuma delas decidiu divulgar o material.
"Um drone, no começo dos drones, me fotografou nu. Colocaram as minhas fotos no e-mail, mandaram para todas as editorias, mas ninguém teve coragem de publicar, e provavelmente graças a você [Carolina]. Muito obrigado", disse.
Por fim, o ator ainda fez uma brincadeira sobre as imagens captadas naquele momento. "E não era o meu melhor ângulo, amiga", comentou.
O agradecimento do ator faz referência à Lei Carolina Dieckmann, sancionada em 2012 para tipificar crimes relacionados à invasão de dispositivos. A norma recebeu o nome da atriz após seu computador pessoal ser invadido em 2011, quando fotos íntimas foram roubadas e usadas em uma tentativa de extorsão.
O caso teve uma repercussão gigantesca e ajudou a dar visibilidade à necessidade de punir crimes cibernéticos no Brasil. A legislação prevê punições para quem invade dispositivos alheios sem autorização para obter, adulterar ou destruir dados. Hoje, após revisões na lei, a pena para o crime de invasão de dispositivo informático pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa.