Só detectamos 50% das mentiras que nos contam. Cinco dicas de especialistas para aumentar essa porcentagem
Publicado em 9 de dezembro de 2025 às 13:02
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Em média, uma pessoa mente uma ou duas vezes por dia, mas com a ajuda da Psicologia, podemos descobrir a verdade.
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A má notícia é que a maioria das pessoas mente uma ou duas vezes por dia - e detectamos apenas cerca de 50% das mentiras. A boa notícia é que isso dá muitas oportunidades para colocar em prática o que a Psicologia e diversos especialistas da área, como detetives, dizem sobre como pegar um mentiroso. Confira, a seguir, cinco dicas!

HÁ MUDANÇAS NA LINGUAGEM CORPORAL E NA COMUNICAÇÃO VERBAL DELES

O Dr. Jonathan Alpert, psicoterapeuta, e Rick Musson, consultor policial, concordam que "é importante conhecer o comportamento físico típico de uma pessoa para discernir com precisão os sinais de mentira".

Este estudo afirma que microexpressões, inquietação e gestos incomuns podem indicar engano ou tentativas de engano, e que mentir pode causar alterações fisiológicas em nossos corpos, como aumento da frequência cardíaca, sudorese ou mudanças no tom ou volume da voz.

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A comunicação não verbal depende muito do contexto, de fatores sociais e culturais e da personalidade da pessoa que fala. Por exemplo, desviar o olhar enquanto fala pode ser um sinal de mentira, mas também de ansiedade social, timidez, insegurança ou até mesmo dificuldade de concentração. O importante é detectar essas mudanças sutis na comunicação não verbal. Qualquer desvio da norma pode indicar engano ou desconforto com o assunto.

Joshua Mason, psicólogo, detetive e ex-policial da SWAT, explicou no Medium que muitas pessoas mantêm contato visual quando estão sendo sinceras e “desviam o olhar quando estão mentindo”, por isso é importante estar atento a essa mudança. Da mesma forma, murmurar ou falar mais rápido que o normal pode indicar que a pessoa está ansiosa para encerrar a conversa e evitar ser pega em uma mentira.

SUA HISTÓRIA É CRONOLOGICAMENTE PERFEITA

José Luis Martín Ovejero, especialista em detecção de mentiras e autor do livro " Minta para Mim... Se Tiver Coragem", explicou em uma palestra do TED que mentir não é fácil para o cérebro e "deixa pistas" na linguagem e no comportamento.

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Quando mentimos, o cérebro precisa ocultar a verdade e construir uma história falsa, o que exige mais esforço do que dizer a verdade. É fácil cometer um deslize. Mas o mais significativo é que a mentira é cronologicamente perfeita. Não há lacunas, nada está faltando e tudo está em ordem, quase como se fosse um relato minuto a minuto, algo que não aconteceria com uma memória real.

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ELES SE DISTANCIAM DA HISTÓRIA

As pessoas que mentem podem começar a se distanciar da própria história e se concentrar em outras pessoas. Martín Ovejero explicou que os mentirosos se concentram na narrativa principal, deixando de lado emoções e pensamentos, e que muitas vezes evitam usar a primeira pessoa, com a intenção de se distanciar da mentira que estão tecendo.

A história começa a se perder, e eles começam a dar detalhes irrelevantes que, segundo o criminoso estadunidense Charles Manson, alguém dizendo a verdade não se lembraria porque "a maioria das pessoas não se lembra do que fez ontem, e é raro ter detalhes de eventos passados".

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ELES NÃO DÃO RESPOSTAS DEFINITIVAS

Inconscientemente, como explica Mason, uma pessoa sem psicopatia ou sociopatia tenta evitar mentir. Ou seja, preferimos nos desviar ligeiramente da verdade a deixar escapar uma mentira descarada que possa nos deixar desconfortáveis.

"Os mentirosos adoram responder a uma pergunta com outra pergunta e evitam uma resposta curta, firme e direta." Quando somos honestos, somos mais diretos. Por exemplo, se alguém lhe perguntar: "Você gostou do filme que ganhou o Oscar?", se você for honesto, responderá: "Sim, adorei." Se não for, provavelmente responderá: "Não foi ruim."

O COMPORTAMENTO DELES MUDA

A psicóloga Ashley Hampton explica no programa “Oprah Daily” que os marcadores comportamentais são mais confiáveis ​​do que os físicos porque "dependem muito de inconsistências". Todos nós temos traços comportamentais automáticos, ou marcadores comportamentais, e quando nossa história é verdadeira e somos consistentes, nosso comportamento não muda.

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No entanto, quando alguém tenta mentir, essa pessoa para de se comportar normalmente e as inconsistências começam a aparecer. Sorrimos mais ou ficamos muito sérios. Piscamos muito, mexemos as mãos, começamos a nos coçar, tocamos no cabelo... Sinais que não estão presentes em uma conversa normal e que podem indicar que algo está errado.

É importante entender que cada pessoa é única e que esses sinais não são infalíveis. As pessoas mentem em todos os aspectos da vida (trabalho, família, amigos, parceiros) e o fazem por diversos motivos, que vão desde medo ou vergonha até o desejo de conseguir algo que querem. Por mais que você siga essas dicas, nunca terá 100% de certeza, e a melhor maneira de descobrir a verdade é fazer mais perguntas.

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