Descobrir que um incômodo “comum” pode esconder algo maior: foi exatamente isso que mudou a forma como Bárbara Reis enxerga o próprio corpo. A atriz, no ar em ‘Três Graças’, revelou o diagnóstico de lipedema e gerou identificação imediata nas redes.
Durante anos, a atriz interpretou o inchaço nas pernas como algo comum. A percepção mudou após o diagnóstico, quando entendeu que os sintomas, como dor, sensibilidade e sensação de peso, não eram apenas estéticos. Assim como Paolla Oliveira e Yasmin Brunet, que já abordaram questões corporais, Bárbara ajudou a ampliar o debate.
Os sinais descritos pela atriz foram os 5 a seguir: desproporção entre tronco e pernas, sensação constante de peso nas pernas, hematomas frequentes, sem causa aparente; pele com aspecto de “casca de laranja” e acúmulo de gordura que se interrompe no tornozelo (“sinal do garrote”).
Segundo especialistas, o lipedema costuma ser confundido com retenção de líquidos ou gordura localizada, o que atrasa o diagnóstico. A condição afeta principalmente mulheres e pode variar de intensidade, impactando diretamente a rotina e o bem-estar.
Carine Barreto, cirurgiã plástica referência no tratamento do lipedema, explica que os sintomas fazem parte da rotina de quem convive com a condição e podem variar de intensidade. “Mesmo em períodos mais amenos, muitas pacientes relatam sensação de peso nas pernas, dor e sensibilidade ao toque. Alterações na circulação e retenção de líquidos fazem parte do quadro e podem se intensificar dependendo da rotina e dos hábitos”, afirma.
A dificuldade em encontrar roupas confortáveis, o inchaço persistente e a dor frequente podem gerar frustração e afetar diretamente a autoestima. “O lipedema não é apenas uma questão estética, é uma condição crônica que interfere na qualidade de vida”, reforça a médica.
Entre as estratégias recomendadas estão hidratação constante, pausas para elevar as pernas e exercícios de baixo impacto. O uso de meias compressivas também evoluiu, oferecendo mais conforto no dia a dia. Ainda assim, o acompanhamento médico segue essencial para adaptar o tratamento.
“Atualmente existem meias compressivas mais leves e tecnológicas, que permitem melhor troca de calor e mais conforto ao longo do dia”, destaca Carine. Por fim, a cirurgiã ressalta a importância de um olhar individualizado para cada paciente.
“Cada pessoa sente o lipedema de uma forma. Algumas têm mais dor, outras mais inchaço. O ideal é adaptar a rotina conforme os sintomas e buscar acompanhamento especializado para manter a qualidade de vida”, continua. O relato de Bárbara reforça um ponto importante: nem todo sintoma deve ser normalizado e ouvir o próprio corpo pode fazer toda a diferença.