Cleo Pires, hoje reconhecida como uma das artistas mais autênticas de sua geração, revelou recemente sobre os altos e baixos em relação à sua saúde mental. Aos 43 anos, a atriz contou que uma decisão tomada ainda na adolescência mudou completamente sua vida: começar a fazer terapia.
Após oito anos longe das novelas, a atriz voltou em 'Coração Acelerado' no papel de Alana. Em entrevista à revista Quem, ela confessou que buscou ajuda psicológica aos 17 anos, quando sentia que carregava questões emocionais difíceis de compreender e expressar.
Segundo Cleo, desde muito nova percebia que havia sentimentos e pensamentos que não conseguia organizar sozinha.
"Comecei a fazer terapia porque, desde criança, tinha coisas que me acompanhavam nos meus sentimentos, na minha forma de ver o mundo. E eu sentia que não conseguia acessar essas coisas, não conseguia elaborá-las", relatou.
Na época, a atriz acreditava que seus conflitos internos eram mais graves do que realmente eram, como o medo de não ser compreendida. "Depois eu descobri que não era nada demais, mas na época eu achava que ninguém ia entender o que eu estava pensando e sentindo", declarou.
A ideia de procurar ajuda surgiu graças a um amigo da escola. Durante uma conversa, ele sugeriu que ela experimentasse fazer terapia. Inicialmente, Cleo acreditou que os pais não aprovariam a decisão.
"Ele perguntou: 'Por que você não faz terapia?'. Eu disse que achava que meus pais não iam deixar, que não ia dar certo. Ele falou: 'Vamos lá para você conhecer minha terapeuta'. Fui, conheci ela, fiz uma sessão. Amei. Pensei: 'Me encontrei'."
A identificação foi imediata, tanto que a atriz começou a pensar em trabalhar para custear o tratamento por conta própria, já que não tinha certeza de que receberia apoio financeiro da família.
"Comecei a querer fazer uns trabalhos para ganhar uma grana e pagar a terapia. E por aí foi. Tive momentos de alta, anos sem fazer. Voltei, saí. Mas agora estou em acompanhamento contínuo", afirmou.
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Filha de dois dos maiores nomes do entretenimento brasileiro, Gloria Pires e Fábio Jr., Cleo revelou que encontrou certa resistência quando falou sobre o desejo de iniciar o tratamento psicológico.
"Meus pais sempre foram muito a favor do diálogo. Mas, não sei se por serem pessoas públicas, não gostaram muito da ideia no começo, achavam que eu não precisava, que eu tinha tudo. São também de outra geração", explicou.
Apesar da desconfiança inicial, a situação mudou rapidamente. Com o passar do tempo, os próprios pais perceberam os benefícios que a terapia estava trazendo para a filha.
"Falei com meu pai, o Fábio, e ele me deu o dinheiro para fazer a terapia. Depois, todo mundo em casa foi vendo que era ótimo, e hoje em dia todo mundo faz", concluiu a atriz.