Lionel Messi está entre os atletas mais ricos e conhecidos do mundo, com uma carreira marcada por títulos e contratos milionários que geralmente são comparados com os de Crstiano Ronaldo. Parte desse patrimônio está distribuída em imóveis de luxo, incluindo uma mansão gigantesca em Ibiza, na Espanha, que se tornou alvo de polêmicas por uma série de controvérsias envolvendo sua regularização, além de vandalismo.
A mansão foi adquirida em 2022 e fica em uma das áreas mais valorizadas da ilha. Desde a compra, o imóvel de Lionel Messi, já envolvido em rumores de separação da esposa, passou a ser alvo de críticas da imprensa local e internacional por questões legais ligadas à documentação da propriedades e às obras realizadas no passado.
A mansão de Messi é conhecida como 'Sa Ferradura' e está localizada em uma península de cerca de 35 mil metros quadrados na baía de Sant Miquel, na região de Cala Tarida, a aproximadamente 22 quilômetros da cidade de Ibiza. O terreno é cercado pelo mar e fica em uma área elevada, com vista direta para o oceano e paisagens costeiras.
Em 2018, o imóvel chegou a receber o prêmio de Melhor Propriedade de Férias da Europa no World's Best Boutique Hotel Awards, e, antes de ser adquirida por Messi, a propriedade pertencia ao empresário russo Mikhail Prokhorov, ex-dono do Brooklyn Nets, da NBA, que a alugava por temporada. Segundo a imprensa internacional, uma única semana durante a alta temporada custava cerca de 300 mil euros (cerca de R$ 1,7 milhão).
De acordo com veículos de imprensa especializados, Messi teria comprado a mansão por cerca de 11 milhões de euros (R$ 65,9 milhões na cotação atual).
O imóvel conta com aproximadamente 568 metros quadrados de área construída e está distribuído em um terreno de cerca de 16 mil metros quadrados. A estrutura inclui uma piscina de 92 metros quadrados, seis quartos com capacidade para até 12 pessoas, além de diversos terraços e áreas com vegetação.
A propriedade também dispõe de academia, espaços de lazer e uma área com plataforma para DJ, em casos de festas particulares da família. Segundo informações, a mansão exigiria uma equipe de cerca de 22 profissionais, desde cozinheiros, faxineiros e até funcionários de apoio.
A família de Messi, formada por ele, Antonela Roccuzzo e os filhos, costuma utilizar a casa principalmente durante períodos de férias. Nos últimos anos, a presença na propriedade diminuiu por causa da mudança da família para Miami, onde o jogador atua atualmente e também mora em uma propriedade luxuosa.
Quando o jogador comprou a propriedade, ela ainda não possuía todas as licenças exigidas pelas autoridades locais. Em maio de 2022, a prefeitura de Sant Josep determinou a suspensão de intervenções em andamento, após identificar irregularidades na construção.
Entre os pontos apontados estava a ausência de certificado final de obra e do habite-se. Segundo as autoridades, alterações anteriores na estrutura, especialmente na garagem, teriam sido feitas sem autorização. O caso levou o município a exigir a regularização completa do imóvel.
Além das questões burocráticas, a mansão também foi alvo de protestos. No ano passado, a mansão de Messi foi vandalizada por ativistas do grupo Futuro Vegetal, que se manifestaram contra desigualdade social e mudanças climáticas. O grupo publicou nas redes sociais a ação e justificou o protesto com críticas ao impacto ambiental de grandes patrimônios.
Segundo os ativistas, o objetivo era chamar atenção para emissões de carbono associadas a grandes fortunas e para os efeitos das ondas de calor na região: "Desfiguramos a mansão ilegal de Messi em Ibiza. Esta é uma construção ilegal que o jogador adquiriu pela exorbitante quantia de 11 milhões de euros. Enquanto isso acontece, entre duas e quatro pessoas morreram somente nas Ilhas Baleares como resultado direto da onda de calor. O 1% mais rico da população é responsável pela mesma quantidade de emissões de carbono que os 2% mais pobres", declarou o grupo nas redes sociais.