Jorge Lobo, treinador, sobre o Pilates para os braços: 'Há cada vez mais interesse em ter uma boa aparência, sim, mas também em se sentir forte, ágil e funciona'
Publicado em 27 de julho de 2026 às 12:02
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Cada vez mais mulheres estão deixando para trás a obsessão por braços extremamente finos e apostando em um objetivo muito mais saudável: ganhar força
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Ter braços bonitos e definidos é o objetivo de muitas mulheres que, a partir dos 40 anos, percebem que, aos poucos, essa região do corpo vai perdendo tônus. O motivo é simples: as mudanças hormonais associadas à perimenopausa, bem como a perda gradual de massa muscular causada pela sarcopenia, fazem com que muitas mulheres encontrem motivação para treinar a parte superior do corpo com dedicação. 

Mas atenção, pois entre esses objetivos não está mais apenas a aparência, mas também a saúde e a qualidade de vida, que ganham cada vez mais importância para enfrentar os próximos anos cheios de energia, pensando em um futuro a longo prazo.

Jorge Lobo, treinador e fundador da Piko Studios, explica neste artigo que essa mudança reflete uma forma diferente de entender o exercício. “Há cada vez mais interesse em ter uma boa aparência, sim, mas também em se sentir forte, ágil e funcional. Ter braços fortes não é mais associado a parecer grande, mas a ter um corpo mais equilibrado, com melhor postura e maior capacidade física no dia a dia”.

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E é que, como dizíamos, o objetivo vem evoluindo. Em vez da busca por um físico extremamente magro, cada vez mais mulheres priorizam ganhar força para se movimentar melhor, prevenir incômodos e manter a autonomia com o passar dos anos.

O especialista resume assim: “Sim, claramente estamos vendo uma mudança. Hoje, muitas mulheres buscam um corpo com mais energia, mais estabilidade e maior capacidade física. O foco está mudando para se sentir melhor, prevenir incômodos e construir um corpo que responda bem com o passar dos anos, e não apenas para um resultado estético”.

Essa mudança também contribuiu para desmistificar um dos grandes mitos do treinamento de força feminino: o medo de ganhar músculos em excesso. Segundo Lobo: “O principal erro é evitar completamente o treinamento de força ou usar sempre pesos excessivamente baixos por medo de ganhar volume demais. Ganhar uma grande quantidade de massa muscular não acontece tão facilmente”.

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Não é por acaso que vemos cada vez mais vídeos no Instagram de exercícios para os braços voltados para mulheres dentro da disciplina do Pilates; afinal, esses exercícios trabalham constantemente a musculatura dos braços, mesmo que os movimentos pareçam simples e suaves.

Mas não devemos nos deixar levar pelas redes sociais e pelos famosos “Pilates arms” que tanto temos visto nos Reels ou nos vídeos do TikTok; braços definidos são muito mais do que isso. “Nas redes sociais, muitas vezes se vende a ideia de que existe um tipo de braço ‘pilates’ diferente dos demais, e isso não é totalmente verdade. A definição muscular depende de muitos fatores: treinamento, alimentação, descanso, genética e composição corporal geral. Não existe um exercício mágico que mude apenas uma região do corpo”, diz o treinador.

“O Pilates trabalha muito o controle muscular, a estabilidade e o tempo sob tensão. Em muitas aulas, os braços estão constantemente ativos, mesmo que o movimento pareça pequeno. Além disso, costuma combinar resistência leve, mobilidade e controle postural, algo que muitas mulheres consideram mais sustentável do que outros treinos mais intensos”, acrescenta.

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Além do trabalho muscular, Lobo destaca outro efeito muito valorizado por quem pratica essa disciplina: o fato de que ela também contribui para melhorar significativamente a consciência corporal e a postura: “Quando o corpo fica melhor posicionado, os braços também parecem mais esguios visualmente”, diz ele. 

“O Pilates trabalha muito com o tempo sob tensão e com a manutenção de contrações musculares contínuas. Mesmo que o peso seja pequeno, o músculo praticamente não descansa”, acrescenta.

Além de um bom físico

No entanto, embora praticar Pilates seja ótimo, o ideal é combiná-lo com exercícios de força, já que há cada vez mais evidências de que esse tipo de treinamento é fundamental para a saúde. Hoje em dia, estamos mais conscientes e contamos com mais evidências científicas sobre como um corpo forte pode nos ajudar a ganhar anos de qualidade de vida. “Desde carregar sacolas ou malas com mais facilidade até proteger as articulações, melhorar a postura ou manter a autonomia com o passar dos anos. A força na parte superior do corpo também influencia na estabilidade geral do corpo e na saúde óssea, algo especialmente importante para as mulheres a partir de certa idade”, diz o treinador.

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Com os halteres, “você desenvolve massa muscular, protege as articulações e mantém um corpo forte a longo prazo. Também é fundamental para prevenir a perda muscular”. Afinal, o treinamento de força é uma das ferramentas mais eficazes para proteger a saúde a longo prazo. 

Manter uma boa massa e força muscular contribui para preservar a autonomia com o avanço da idade, melhora a saúde óssea e metabólica e reduz o risco de doenças crônicas.  De fato, esse exercício está associado a um risco entre 10% e 17% menor de mortalidade por todas as causas, doenças cardiovasculares, câncer e diabetes.

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