Todos conhecemos o talento de Bruce Lee nas artes marciais, além de sua carreira como ator, estrelando filmes em que sempre havia espaço para o kung fu; o que muitos não sabem é que, além disso, antes de sua incursão no mundo do cinema, o artista norte-americano estudou Filosofia na Universidade de Washington.
Nascido em São Francisco em 1940 e criado em Hong Kong, Bruce Lee começou a praticar artes marciais com apenas 13 anos. Todo esse tempo de treinamento foi o que o levou a desenvolver, mais tarde, sua própria filosofia de combate, o Jeet Kune Do.
Trata-se de um método que rejeitava as formas rígidas dessa disciplina e apostava em responder com muito mais liberdade às circunstâncias de cada momento.
Segundo Lee, essa ideia transcendia as artes marciais e podia ser aplicada também à vida cotidiana de todos nós.
Sua maneira de entender o mundo rejeitava a necessidade de seguir sempre o mesmo caminho. Bruce Lee defendia a importância de manter uma atitude aberta, observar o que acontece ao redor, aprender com cada experiência e ter a capacidade de mudar de rumo quando as circunstâncias assim o exigirem.
Em vez de se apegar ao que acreditamos que deveria acontecer ou ao que achamos que merecemos, ele propunha aceitar o movimento constante da vida e se adaptar a ele.
Suas reflexões sobre a vida, o esforço e a importância de saber se adaptar foram registradas tanto em seus livros quanto em suas entrevistas, e muitas delas já passaram a fazer parte de seu legado. Nele residia um pensamento positivo e encorajador, mas também coerente com o universo.
Lembramos especialmente suas frases mais célebres: “Esperar que a vida te trate bem por ser uma boa pessoa é como esperar que um tigre ou um leão não te ataque por ser vegetariano”.
Sua capacidade de se adaptar às diferentes circunstâncias da vida era invejável, mas é que em suas veias corria uma filosofia profunda: “Esvazie sua mente, seja amorfo, moldável, como a água. Se você colocar água em uma xícara, ela se transforma na xícara... A água pode fluir ou pode bater. Seja água, meu amigo.”
Acontece que essa é uma frase de “Longstreet”, a série de 1971 na qual ele interpretou Li Tsung, mas que também se encaixava 100% com sua maneira de ver o mundo.