‘Congelei meu esperma para ver se quero um filho biológico': médico especialista em reprodução explica procedimento de Bella Longuinho antes de cirurgia de afirmação de gênero
Publicado em 13 de março de 2026 às 13:52
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Bella Longuinho passou pela cirurgia de afirmação de gênero em outubro do ano passado, em Bangkok, na Tailândia.
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Bella Longuinho levantou debates sobre uma possibilidade ainda pouco discutida publicamente quando o assunto é reprodução humana: o congelamento de sêmen. A influenciadora, que é uma mulher trans, realizou o procedimento antes de passar pela cirurgia de afirmação de gênero, em outubro do ano passado.

“Eu congelei meu esperma para ver se quero um filho biológico, sabe? No momento, eu não quero ser mãe”, declarou a influencer.

O Dr. Rodrigo Rosa, ginecologista obstetra, especialista em reprodução humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo, explica que o congelamento de sêmen é uma opção para ter filhos biológicos no futuro, já que a cirurgia de afirmação de gênero afeta a fertilidade de maneira irreversível devido à remoção dos testículos.

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“Mas mesmo pessoas transgênero que não são submetidas a esse tipo de procedimento podem sofrer com infertilidade devido ao uso de hormônios”, alerta o médico.

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COMO FUNCIONA O CONGELAMENTO DE SÊMEN?

Segundo o especialista, os espermatozoides ficam preservados por décadas e com a mesma qualidade graças ao congelamento. O material é resfriado em nitrogênio líquido até os -196ºC. “No geral, recomendamos que sejam armazenadas diferentes amostras do sêmen para aumentar as chances de sucesso”, explica o doutor.

A coleta é feita por masturbação ou por procedimento cirúrgico, quando há indicação. Nesses casos, os espermatozoides são retirados do testículo ou do epidídimo. "Essa técnica é usada quando a pessoa tem a contagem reduzida ou ausência de espermatozoides no sêmen”, completa o médico.

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Com o sêmen congelado, a pessoa pode ter filhos no futuro através das técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), onde um óvulo é fecundado em laboratório. “Esse óvulo pode ser de uma parceira ou obtido por doação, que é feita de forma anônima por meio de bancos do material, possibilitando a realização da FIV. Nesse processo, é formado um embrião que é posteriormente transferido para o útero da pessoa que irá gestar”, detalha Rodrigo. 

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