A Copa do Mundo 2026 começa daqui a exatos sete dias com recorde de participantes (48 seleções) e pela primeira vez disputada em três países (EUA/México e Canadá). Para se chegar ao título, as equipes farão oito jogos, um a mais do que vinha acontecendo.
Depois das três partidas da fase de grupo virão os mata-mata com a segunda fase, oitavas, quartas, semifinais e a grande final, esta agendada para o dia 19 de julho. O Brasil tentará dar fim ao jejum de 24 anos sem levantar a taça - mesmo período entre 1970, o tri, e 1994, o tetra - mas pode não contar com Neymar, lesionado na panturrilha e cujo corte, porém, foi descartado.
Enquanto isso, Lionel Messi tem chance de bater quatro recordes históricos, um deles somente se entrar em campo, assim como Cristiano Ronaldo, que busca o gol 1000 na carreira. O camisa 10 argentino tentar ainda driblar uma maldição que vem assolando a Copa do Mundo desde 2006 e que só não atingiu o Brasil e a França. Descubra qual!
Acontece que de lá para cá foram disputadas cinco Copas do Mundo e em três ocasiões, 2010, 2014 e 2018, o então campeão foi eliminado logo na primeira fase. Na Alemanha, em 2006, o Brasil chegou com a quinta estrela na camisa e pela primeira vez sonhou com o hexacampeonato.
O time brasileiro avançou em 1º no seu grupo com 100% de aproveitamento (três jogos, três vitórias) e encarou Gana nas oitavas, eliminando os africanos. Porém, nas quartas foi derrotado (e eliminado) pela França, vice-campeã diante da Itália.
Já na África do Sul-2010, os italianos, ausentes dos Mundiais de 2018, 2022 e 2026, tinham como meta igualar os cinco títulos brasileiros, mas terminaram a primeira fase eliminados e em último lugar. Atrás até da Nova Zelândia.
Se dá para ser pior, a Itália não venceu um jogo sequer: empato com o Paraguai e a Nova Zelândia e perdeu para a Eslováquia. A Espanha levantaria a taça contra a Holanda em final inédita.
O roteiro praticamente se repetiu no Brasil-2014, a Espanha foi eliminada também na primeira fase com um terceiro lugar após perder para a Holanda e Chile e vencer a Austrália. A Alemanha chegou ao quarto título na final diante da Argentina, reedição da decisão de 1990 quando também levaram a melhor.
Na Rússai-2018, o sonho alemão do penta veio com um último lugar no seu grupo: os europeus perderam para o México e a Coreia do Sul, vencendo apenas a Suécia. A França se tornou bicampeã contra a Croácia em mais uma final inédita.
Se em 2002 (Japão/Coreia do Sul), os franceses então campeões mundiais foram eliminados em último lugar (perderam para Senegal e Dinamarca e empataram com o Uruguai), o cenário foi totalmente o oposto no Qatar-2022. Tanto que foi a única seleção de 2002 para cá que chegou à final após vencer a Copa anterior.
Os europeus superaram Austrália e Dinamarca e perderam para a Túnisia. Depois, despacharam a Polônia, Inglaterra e Marrocos, mas, nos pênaltis, perderam o título para a Argentina em duelo de bicampeões. Para 2026, a chance da Argentina ser vítima da maldição é remota. Afinal, enfrentam Argélia, Áustria e Jordânia, e os melhores terceiros colocados passam de fase.