O Brasil já está nos EUA para o início da disputa da Copa do Mundo 2026, daqui a exatos 10 dias, após voo em avião bilionário e com 10 toneladas de bagagem. Foi naquele mesmo país que a Seleção em 1994 quebrou um jejum de 24 anos sem título depois do tri em 1970 (México).
A mesma marca que os comandados por Carlo Ancelotti querem romper nesse Mundial após o penta em 2002 (Coreia do Sul/Japão). Com o corte de Neymar descartado apesar de uma lesão grau 2, a Seleção já cumpre um rígido esquema especial em hotel de Nova Jersey, o The Ridge. A escolha se baseou em dois pilares principais: conforto e segurança para os 91 membros da delegação, incluindo os 26 jogadores.
De acordo com o jornal "O Globo", a privacidade do time brasileiro será maior na comparação com a concentração na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro.
A comissão já definiu que as folgas vão acontecer depois dos jogos e nesses momentos os atletas poderão receber a família e amigos. Mas, sempre tem um "mas", a CBF é quem irá definir aqueles que poderão (ou não) entrar na concentração. Na primeira fase, as folgas serão de um dia, ou seja, nos dias 14 (após o jogo contra o Marrocos), 20 (depois da partida diante do Haiti) e 25 (na sequência do confronto contra a Escócia) de junho.
O esquema veta ainda toda a delegação ter acesso ao looby principal do hotel. A tudo isso se soma um chamado "manual de conduta" elaborado pela CBF em relação às redes sociais e ao uso do celular. De forma equilibrada, a Seleção vai se dedicar a atividades fechadas, porém com acesso restrito cada vez mais após um período que teve direito a festas.
Por fim, será dada uma liberdade um degrau acima do que se viu em 2022, na Copa do Catar. Mas os jogadores terão que respeitar aquele manual de conduta. Após as eliminações em 2006 (para França), 2010 (Holanda), 2014 (Alemanha), 2018 (Bélgica) e 2022 (Croácia), o Brasil tenta de novo o hexacampeonato para não bater recorde de anos na fila para o título seguinte.
E por falar em recordes, Messi pode quebrar marcas históricas nessa Copa depois da vitória no último Mundial e que deu fim ao jejum argentino vindo desde 1986, no México.