Copa do Mundo e novela sempre formaram uma dupla poderosa no Brasil, não há como negar. Enquanto a Seleção fazia história dentro de campo, milhões de brasileiros também se emocionavam na frente da televisão com tramas que marcaram gerações.
E não é exagero dizer que alguns dos maiores clássicos da dramaturgia brasileira coincidiram justamente com os anos dos títulos mundiais do Brasil.
Para entrar de vez no clima da Copa do Mundo de 2026, o Purepeople mergulhou no arquivo da televisão brasileira para relembrar as novelas que estavam no auge quando o país levantou a taça. Prepare a pipoca porque esse é um verdadeiro time de ouro da TV!
Enquanto Pelé e Garrincha encantavam o mundo na Suécia, a televisão brasileira ainda dava seus primeiros passos. As novelas eram exibidas ao vivo e iam ao ar apenas algumas vezes por semana.
Naquele ano, a TV Tupi apostou em 'Os Miseráveis', adaptação do clássico de Victor Hugo assinada por Walther Negrão. O elenco reunia nomes históricos como Laura Cardoso e Leonardo Villar.
Na época, o folhetim com formato de 'teleteatro', era exibida 100% ao vivo apenas duas ou tres vez por semana. Em 1967, a Band estreou uma nova versão de 'Os Miseráveis', sendo sua primeira novela com capítulos longos, no modelo que conhecemos até hoje.
Mas outro marco absoluto surgiu em 1958: a primeira versão de 'Éramos Seis', também na Tupi. A novela estrelada por Gessy Fonseca como Dona Lola virou referência do gênero e ajudou a consolidar o drama familiar como paixão nacional.
O Brasil comemorava o bi no Chile enquanto a dramaturgia nacional começava a ganhar estrutura profissional.
'A Noite Eterna' escrita por Geraldo Vietri, virou um fenômeno melodramático na TV Tupi. A trama abordava preconceito social e amor proibido, além de ter marcado a estreia de nomes que fariam história na televisão, como Susana Vieira e Luis Gustavo.
Laura Cardoso também brilhou na produção e conquistou o Troféu Imprensa pelo papel principal.
O tri no México coincidiu com a explosão definitiva das novelas diárias. Escrita por Janete Clair, 'Irmãos Coragem' virou um fenômeno cultural. A história dos irmãos João (Tarcísio Meira), Jerônimo (Cláudio Cavalcanti) e Duda (Cláudio Marzo) misturava drama, faroeste e futebol, já que Duda era jogador.
Dizem até que homens que resistiam às novelas passaram a acompanhar a trama naquela época. O mesmo ano ainda contou com títulos fortes como 'Pigmalião 70', 'Assim na Terra como no Céu' e 'Meu Pé de Laranja Lima'.
O tetra nos Estados Unidos aconteceu em um dos períodos mais criativos da televisão brasileira. Na Globo, o remake de 'A Viagem', nas mãos de Ivani Ribeiro, virou febre nacional ao abordar espiritualidade e vida após a morte. Christiane Torloni e Guilherme Fontes marcaram época como Diná e Alexandre. Não eépor acaso que 32 anos depois a Globo prepara um filme baseado no clássico.
Enquanto isso, o SBT emocionava o público com sua refinada versão de 'Éramos Seis', protagonizada por Irene Ravache e Othon Bastos. Foi um ano de lágrimas tanto nos pênaltis quanto diante da TV.
Quando Ronaldo Fenômeno brilhou no Japão e na Coreia do Sul, Glória Perez dominava o horário nobre com 'O Clone'.
A novela estrelada por Giovanna Antonelli e Murilo Benício misturou romance, clonagem humana, cultura islâmica e dependência química de forma inédita. O detalhe curioso é que a trama terminou justamente em junho de 2002, o mesmo mês em que o Brasil conquistou o pentacampeonato mundial.
Agora, em pleno clima de Copa do Mundo de 2026, surge uma pergunta inevitável entre os noveleiros: será que 'Quem Ama Cuida', de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, conseguirá entrar para essa lista histórica? É possível que daqui a quatro anos atualizaremos esse conteúdo, pois dependerá de Neymar, Vini Jr. e sua turma.