Virgínia Fonseca revelou, nesta quarta-feira (22), que voltou a tratar alopecia areata. Trata-se de uma doença autoimune inflamatória que causa a queda repentina de cabelo e forma placas arredondadas e lisas, conhecidas popularmente como “peladas”.
"Apareceu uma alopecia em mim, gente, de novo... Na época da base da WePink surgiram três, tratei e ficou tudo certo. Agora, com essa, vou tratar e vai dar tudo certo também, se Deus quiser", revelou Virgínia, enquanto realizava tratamento com seu dermatologista.
Segundo a Dra. Fernanda Nichelle, médica especialista em estética, a alopecia areata é caracterizada por falhas circulares no couro cabeludo, resultado de uma resposta autoimune em que o sistema imunológico ataca os folículos capilares.
A doutora alerta que, além do tratamento para evitar a queda de cabelo, também é importante acompanhar os efeitos que a doença causa no psicológico dos pacientes. “A alopecia areata é uma doença autoimune em que o próprio organismo passa a atacar os folículos capilares. Isso pode levar à queda em áreas específicas ou até de forma mais extensa, dependendo do caso. Não é apenas uma questão de cabelo, existe um impacto psicológico significativo que precisa ser acolhido”, pontuou.
Segundo a médica, existem diferentes tipos de alopecia. Além da forma crônica, em que o organismo mantém esse padrão de queda contínua, a mais comum é a alopecia androgenética, que está associada a fatores genéticos e hormonais. Nas mulheres, ganhou o nome popular de calvície feminina.
Também existe a alopecia de tração. “Ela geralmente está relacionada à tensão repetitiva causada por penteados muito apertados. Esse quadro pode levar ao aumento da testa e ao comprometimento da linha capilar”, explica a doutora.
No eflúvio telógeno, há uma queda capilar temporária, decorrente de um evento gatilho, como pós-parto, cirurgias, infecções, febre alta, internações, dietas restritivas ou perda de peso rápida. “Esse tipo ocorre quando há uma queda significativa dos fios após alterações hormonais”, completa.
Atualmente, o tratamento existe graças a terapias, que estimulam o crescimento dos fios e, assim, estabilizam o quadro. “O mais importante é buscar avaliação precoce e seguir um plano individualizado, respeitando as características de cada paciente.”