É difícil falar de filmes de luta sem lembrar de Sylvester Stallone. Hoje aos 80 anos, o ator transformou Rocky Balboa em um símbolo de superação e fez da franquia um marco do gênero no cinema.
Entre os capítulos dessa trajetória, “Rocky 3” (1982) tem um lugar especial. Além de apresentar o clássico “Eye of the Tiger”, do Survivor, o longa chamou atenção pela transformação de seu protagonista: Stallone apareceu com o corpo ainda mais seco e uma movimentação que destacava a agilidade do boxeador.
Por trás dos músculos definidos, porém, havia uma rotina alimentar que cobrou seu preço.
Em entrevista ao The Wall Street Journal, publicada em junho de 2023, Stallone relembrou as restrições que adotou naquele período.
“Meu café da manhã inteiro se resumia a uns dois biscoitos de aveia feitos com arroz integral e 10 xícaras de café”, contou. O objetivo, segundo ele, era manter seu percentual de gordura corporal em 2,8%.
O relato também incluiu uma alimentação concentrada em atum e dificuldades que ultrapassavam o cansaço dos treinos. O ator contou que chegou a esquecer o próprio número de telefone e que sua memória ficou seriamente comprometida.
Ele descreveu ainda uma série de efeitos físicos debilitantes durante aquela fase. A aparência nas telas, portanto, não traduzia como se sentia fora delas.
Com o avanço da idade e o histórico de cirurgias, a maneira de treinar também mudou. Na entrevista de 2023, Stallone explicou que havia passado a priorizar elásticos e cabos, buscando manter as articulações em movimento e proteger o corpo.
À mesa, o cenário já era outro: ele descreveu um café da manhã com abacate, ovos, queijo cottage, melancia e uvas, além de contar que precisava reduzir o café por causa do refluxo.
Para quem encontra inspiração em sua dedicação aos exercícios, essa mudança também deixa uma lição: a persistência pode continuar, mas precisa acompanhar as necessidades do corpo em cada fase da vida.