Conhecido por seus quase 40 trabalhos em novelas - entre eles o pescador Ramiro de "Tropicaliente" (1994) e o paizão Álvaro de "Era Uma Vez..." (1998), Herson Capri é o aniversariante deste domingo (8). Recuperado de infarto sofrido em fevereiro, o ator de 75 anos iniciou na carreira artística há mais de cinco décadas, em 1975 e já passou pelas extintas Tupi (1950-1980) e Manchete (1983-1999).
Pai de cinco filhos, a caçula nascida em novembro de 2014, o artista ainda acumula trabalhos na Cultura, HBO e no SBT, onde esteve na fracassada e esquecida novela "Cortina de Vidro" (1989), e está escalado para "Romance em SP", onde será o vilão da história estrelada por Marina Ruy Barbosa e com previsão de estreia para abril de 2027. Isso sem contar dezenas de filmes e peças de teatro, exercendo em algumas a função de diretor.
Se neste ano o artista enfrentou um sério problema cardíaco, em 1999 precisou enfrentar um grave câncer de pulmão e um pesado diagnóstico de um dos médicos que lhe atendeu: "Disse a ela (a médica Suzana Garcia, mulher do ator) que eu não teria mais que seis meses de vida", recordou após ser submetido a um raio-X e com a doença em estágio inicial.
"Eu tinha certeza de que ia morrer, mas não tive medo", afirmou Herson ao site "Convívio", voltado para pessoas que recebem diagnóstico de câncer, em 2015. Suzana não se deixou convencida com um dos primeiros diagnósticos e procurou outro profissional.
Algum tempo após a vitória contra o tumor, o famoso lembrou ter ficado co m sensação de impotência ao acreditar que não venceria a batalha."Quase que não deu tempo. O tumor estava muito próximo do coração e das paredes internas do pulmão, quase colando. Como não chegou a colar nem na parede interna do pulmão nem no coração, isso foi determinante para me salvar", relatou.
À essa altura, Capri já estava sem fumar há seis anos. Foram mais de 30 anos de convivência com o cigarro, sendo que nas fases que classificou de "mais ansiosas" fumava três maços diariamente. Durante o tratamento, o ator passou por sessões de radioterapia - a quimioterapia não lhe foi indicada.
Naquela ocasião, Capri relatou as mudanças após a batalha contra o tumor. "Sorrio mais, me preocupo menos, tento me alimentar melhor, ter hábitos mais saudáveis, faço exercícios, tento dormir bastante, tento manter o bom humor. E faço meus exames médicos e laboratoriais todos os anos", apontou.