Elon Musk anunciou um dos projetos mais ambiciosos de sua trajetória empresarial: a Terafab, complexo industrial que pretende abrigar a maior fábrica de chips de inteligência artificial do mundo. Com construção prevista para o Texas, nos Estados Unidos, a iniciativa reunirá três empresas comandadas pelo bilionário: Tesla, SpaceX e xAI. E os números impressionam: são 100 milhões de pés quadrados, aproximadamente 9,3 milhões de metros quadrados, e investimentos estimados em pelo menos US$ 20 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 105 bilhões.
Anunciado em março de 2026, o empreendimento foi apresentado por Musk como um passo importante para atender às necessidades tecnológicas de seus negócios. De acordo com informações publicadas pelo Estadão, o empresário acredita que a capacidade atual da indústria mundial de semicondutores não será suficiente para acompanhar a demanda futura de suas companhias.
Para ter uma ideia da dimensão do empreendimento, a Terafab deverá ocupar aproximadamente 9,3 milhões de metros quadrados. A comparação com um dos estádios mais conhecidos do Brasil ajuda a visualizar esse tamanho: considerando os cerca de 7.140 metros quadrados da área de jogo do Maracanã, no Rio de Janeiro, o complexo de Elon Musk teria espaço equivalente a aproximadamente 1.300 campos de futebol.
A construção será realizada no condado de Grimes, no Texas, e, caso alcance as dimensões anunciadas, estará entre os maiores empreendimentos industriais do mundo. A proposta é criar uma estrutura capaz de concentrar diferentes etapas da produção de chips, componentes fundamentais para o funcionamento de sistemas de inteligência artificial e equipamentos tecnológicos.
O investimento previsto também chama atenção. Segundo o Estadão, os gastos devem partir de US$ 20 bilhões, aproximadamente R$ 105 bilhões, considerando a cotação mencionada na publicação.
© Reprodução, terafab.ai
A resposta está na necessidade de abastecer as empresas que estão sob seu comando. O projeto terá duas divisões principais, cada uma voltada à fabricação de um tipo específico de chip.
A primeira será destinada aos veículos elétricos da Tesla, além do humanoide Optimus e de futuros robôs autônomos que a companhia pretende desenvolver. Já a segunda divisão ficará responsável por componentes mais potentes, voltados aos satélites que deverão integrar o projeto de data center espacial da SpaceX.
A intenção é que a Terafab alcance uma capacidade de produção de 1 terawatt de poder computacional por ano. Para dimensionar esse número, a potência equivale a aproximadamente 71 vezes a capacidade de geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores do mundo.
De acordo com o empresário, a produção global de semicondutores disponível atualmente representa apenas uma pequena parcela do que suas companhias precisarão no futuro. Durante a apresentação, ele agradeceu aos esforços de empresas da cadeia de suprimentos, como Samsung, TSMC e Micron, mas ressaltou que a capacidade atual dessas fabricantes não será suficiente para atender à demanda de seus negócios.
"Ou construímos o Terafab ou não temos os chips. E precisamos dos chips, então vamos construir o Terafab", afirmou Elon Musk, conforme publicado pelo Estadão.
Apesar da grandiosidade dos números, ainda não existe uma data anunciada para a inauguração da Terafab. O que se sabe é que o projeto terá início na sede da Tesla, em Austin, no Texas.
Outro ponto que merece atenção é o histórico de anúncios ambiciosos do bilionário. Como destaca o Estadão, alguns projetos apresentados por Elon Musk enfrentaram atrasos, enquanto outros sequer avançaram e acabaram abandonados.
Por enquanto, portanto, a Terafab permanece como um empreendimento anunciado, sem cronograma público de conclusão. Caso saia do papel nas dimensões planejadas, o complexo poderá representar um movimento importante na estratégia de Tesla, SpaceX e xAI para ampliar sua independência na produção de chips e atender às futuras necessidades de inteligência artificial.