A influenciadora Gessica Kayane, mais conhecida como Gkay, está em maus lençóis na Justiça. Após a notícia de que ela foi processada em R$ 1,8 milhão por uma dívida com um banco, o que acendeu rumores de que poderia estar falida, agora a famosa, cujo antes e depois é impactante, enfrenta uma nova ação de quase R$ 350 mil.
De acordo com informações divulgadas pela Quem, Gkay foi processada pelos proprietários de uma mansão que ela alugou em 2021, na Granja Julieta, zona sul de São Paulo, pelo valor de R$ 46 mil mensais. Os proprietários alegam que o contrato previa uso estritamente residencial e que, após receber as chaves em fevereiro daquele ano, a influenciadora teria transformado o imóvel em um espaço de gravações.
Os locadores apontam que vídeos como 'Me Mudei Para Uma Mansão' e 'Tour Pela Piscina da Minha Mansão' somaram milhões de visualizações no YouTube e que a casa ganhou um perfil no Instagram, chamado Pensão da Tia Gica, com 125 mil seguidores. Ainda segundo a versão dos proprietários, o imóvel teria sido usado para parcerias e patrocínios e, em um dos vídeos, Gkay teria dito que a casa seria "praticamente uma casa de gravação".
Eles afirmam também que um quarto teria sido cenografado com as cores de um hipermercado patrocinador. No entanto, o contrato vedaria qualquer destinação do imóvel que não fosse residencial e pessoal. Os proprietários alegam ainda que não houve autorização para uso diferente do previsto.
O processo relata que, sete meses após a locação, Gkay avisou que deixaria o imóvel em 30 dias. Esse período, segundo os proprietários, seria menor que o aviso prévio mínimo de 60 dias previsto no contrato. Na vistoria de devolução, os locadores encontraram diversos danos e pendência.
Gay teria deixado a pintura interna e externa não realizada, obras de arte danificadas, incluindo uma peça encontrada mofada no subsolo, móveis avariados e um depósito que teria sido acessado mesmo estando lacrado. O contrato previa multa de R$ 50 mil por abertura não autorizada desse espaço.
Inicialmente no processo movido, os proprietários pediram R$ 528 mil por danos materiais e morais. Em outubro de 2024, a Justiça julgou o pedido parcialmente procedente e condenou Gkay ao pagamento de um mês de aluguel em aberto (R$ 46 mil), multa por rescisão antecipada (R$ 101,2 mil) e danos materiais por pintura, manutenção e acesso indevido ao depósito (R$ 197,9 mil), além de honorários e custas.
O pedido de multa adicional por uso comercial do imóvel foi negado, já que o juiz entendeu que aplicar outra penalidade configuraria bis in idem (termo que significa duas vezes pelo mesmo), uma vez que a multa rescisória já estava sendo aplicada. O pedido de danos morais também não foi acolhido.
A influenciadora recorreu, mas perdeu no Tribunal de Justiça, que manteve a condenação. Em janeiro de 2026, com o processo em fase de cumprimento provisório, os proprietários passaram a cobrar R$ 348 mil, valor que agora tentam receber da influenciadora. Se não pagar, há a possibilidade de penhora de bens.
Em entrevista para a Quem, o advogado de Gkay, Fabricio Raner, afirmou que a defesa entrou com um recurso e que, por isso, caso ainda não foi encerrado: "Não há comentários adicionais a serem feitos neste momento, uma vez que foi recentemente interposto recurso, de modo que a lide ainda se encontra em curso e não teve desfecho definitivo", disse.