O maior erro dos pais que criam filhos ingratos: pais e mães que lidam com crianças sem gratidão costumam ter esses 6 hábitos, segundo educadora especialista em maternidade consciente
Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 12:11
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Pais, vocês sabem qual o maior erro que pode levar seus filhos a se tornarem adultos ingratos? Especialista alerta para seis hábitos comuns, como a superproteção e o 'sentimento de dívida materna', que, sem querer, roubam a capacidade da criança de valorizar. Descubra como evitar esses armadilhas e cultivar a gratidão desde cedo
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A preocupação dos pais em relação à educação dos filhos é algo recorrente e que ganha sempre a atenção de especialistas. E há casos em que a criança desenvolve a falta de gratidão por conta de alguns comportamentos tanto dos pais quanto das mães, analisou a educadora e especialista em maternidade consciente Ivana Jauregui.

Entre os pontos destacados pela profissão estão desde a superproteção ao sentimento de dívida materna. Além do hábito de se entregar tudo pronto à criança, impedindo que ela conquiste algo por conta própria. Confira abaixo!

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Sentimento de dívida materna

Quando uma mãe sente que tem uma dívida em relação ao filho acaba causando uma inversão de papéis. Dessa forma, a criança passa a sentir que tem o direito de cobrar.

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"Nasceu um filho, nasceu uma dívida, nasceu uma culpa... Esse sentimento tem que estar certo dentro de você: você não deve nada a teu filho. Você acolhe por responsabilidade, mas não é uma dívida", avaliou Ivana.

Entregar tudo pronto à criança

Quando os filhos têm tudo facilitado ao seu redor, os pais impedem que a criança compreenda que as coisas têm um custo e valor. "Você não deixa o teu filho passar pelo processo de construção e de conquista. Quando você não passa pelo processo de construção e conquista, você não tem como dar valor às coisas", explicou a educadora.

"Se o teu filho tem tudo pronto na mão, o tempo inteiro de forma mágica, ele não tem como dar valor às coisas... Você não deixou espaço para ele aprender sobre o valor das coisas", acrescentou Ivana.

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O perigo da superproteção

Ainda no entender da educadora, quando a criança percebe que há uma falta ou esforça-se para construir algo vem junto o sentimento de gratidão. Ou seja, a superproteção impede isso.

"O ser humano sente o valor das coisas quando falta ou quando construiu. Se chega assim do nada, você não consegue sentir o valor das coisas. Não é uma ideia muito saudável a gente pensar que nossos filhos não têm que passar perrengue, não têm que sentir falta de nada. (Mas) é na falta que a gente sente o valor das coisas... é na falta e é na conquista", analisou a profissional.

Satisfação imediata de desejos

Não é positivo se transformar em uma "máquina de realizar desejos", pois a motivação e a gratidão acabam não sendo desenvolvidas pela criança. "Se você é uma mãe que está sempre satisfazendo os desejos do teu filho, você rouba dele o motivo para mexer a bunda, para correr atrás, para fazer acontecer", opinou.

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Pais que não se autoavaliam

Quando os pais são subservientes, a criança deixa de valorizá-los. O mesmo ocorre em casos de pedido de desculpas em excesso. "Você não ensina teu filho a dar valor se você não dá valor a você. Se a mãe pede desculpas excessivas: 'Desculpa filho, eu estava ocupada', você não ensina teu filho a dar valor", exemplificou.

Não delegar tarefas aos filhos

Para a especialista, não se deve achar que é papel das crianças apenas estudar ou brincar, para evitar, justamente, adultos ingratos. "Quando você não delega a tarefa, você tem um filho ingrato porque você faz tudo para ele... e ele não tem a responsabilidade da manutenção de si mesmo", disse.

"É uma grande ilusão você pensar que na infância a criança não tem que aprender a ser humano", concluiu.

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