'Eles não acreditavam em mim': essa biografia sobre a maior estrela pop do mundo nunca chegou a ser produzida na Netflix; agora finalmente sabemos o motivo
Publicado em 13 de julho de 2026 às 12:01
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
De volta aos holofotes com seu novo álbum, 'Confessions II', Madonna explicou por que sua cinebiografia nunca chegou a ser produzida, mesmo após anos de um desenvolvimento conturbado
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Prontos para se confessar mais uma vez? Madonna voltou a reivindicar seu posto de Rainha do Pop com o lançamento de “Confessions II”. Como o próprio nome indica, o álbum é a sequência de seu icônico “Confessions on a Dance Floor”, disco que fez o mundo inteiro dançar em 2005.

Para divulgar o projeto, a artista investiu pesado. Além de parcerias com marcas como Absolut, Grindr e Kiko, Madonna lançou diversos singles — entre eles, “Bring Your Love”, gravado em parceria com Sabrina Carpenter —, produziu um curta-metragem com elenco estrelado, realizou shows e até fez apresentações-surpresa como DJ. 

A cantora apostou em uma ampla campanha para promover o álbum, que, curiosamente, quase nunca chegou a existir.

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"Eu precisava de um orçamento enorme"

Em uma longa entrevista concedida à revista Interview, Madonna explicou que seu 15º álbum nasceu como uma reação ao conturbado desenvolvimento da cinebiografia sobre sua vida.

Durante a pandemia, a intérprete de “Vogue” decidiu escrever e dirigir um filme sobre sua trajetória extraordinária. No entanto, o projeto passou por inúmeras reescritas e mudanças de formato — de um longa-metragem para uma série de TV — antes de ser abandonado pela própria cantora, que decidiu se dedicar à turnê “The Celebration Tour”, em 2023.

"Trabalhei no roteiro por dois anos e passei esse período ao lado da Universal e dos produtores discutindo o elenco e o orçamento", resumiu a artista. 

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O problema? Ela e o estúdio Universal entraram em um "profundo desacordo" sobre o valor necessário para tirar o projeto do papel.

"Tive uma vida extraordinária, uma vida enorme, então precisava de um orçamento enorme. Não poderia ser um filme independente", afirmou.

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"Eles não acreditavam em mim"

Diante da resistência do estúdio, Madonna chegou até a tentar reduzir os custos da produção propondo que parte das filmagens fosse realizada... na Sérvia.

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"Eles não acreditavam em mim", resumiu a artista, que já vendeu mais de 300 milhões de discos. "Uma das primeiras reações deles foi: 'Você nunca vai ficar na Sérvia por mais de quatro dias!'. E eu respondi: 'Vocês leram o roteiro?'. Passei a vida inteira sobrevivendo. Não vou para lá tirar férias."

A hospitalização mudou os rumos do projeto

O projeto acabou sendo interrompido quando a cantora foi hospitalizada devido a uma grave infecção bacteriana. "Eu estava no limbo", recordou, de forma discreta. 

Depois disso, a Netflix a procurou para transformar sua história em uma série. No entanto, um novo obstáculo surgiu no caminho.

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"Eu não podia usar o roteiro que havia escrito com a Universal, a menos que o recomprasse por um preço exorbitante. Isso, mesmo tendo sido eu quem o escreveu. É assim que funciona... Comecei a entender como é o processo de criação de uma série. Você precisa encontrar os roteiristas certos e o showrunner ideal. E eu simplesmente não conseguia encontrar essas pessoas. Isso durou oito ou nove meses. Então pensei: 'Graças a Deus tenho outro projeto, porque preciso trabalhar e criar.'"

Um álbum marcado pela morte e pelo luto

Abalada com a interrupção repentina do projeto, Madonna voltou sua atenção para sua maior paixão: a música. Foi assim que gravou “Confessions II” ao lado de seu colaborador de longa data, o produtor Stuart Price. 

Seu álbum anterior havia sido lançado em 2019, e nunca antes a cantora havia passado tanto tempo sem lançar um disco de inéditas.

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"Eu achava que o mundo estava vivendo um momento muito sombrio e que as pessoas precisavam dançar. Fazia muito tempo que eu não trabalhava com Stuart. Nós havíamos acabado de fazer a The Celebration Tour juntos, mas, tirando isso, eu não o via havia cerca de 15 anos. (...) Fui ao estúdio dele e fizemos alguns testes para ver se a magia entre nós ainda existia. Eu estava passando por um período muito difícil na minha vida pessoal."

A música como forma de terapia

Enlutada pela morte do irmão e da madrasta, Madonna encontrou na música um refúgio e uma forma de terapia.

"Escrevi sobre muitos traumas familiares e, depois, começamos a fazer músicas para dançar. Hesitei várias vezes, mas então pensei: 'É isso. Está soando bem. Então, a menos que a Netflix me ligue amanhã com um roteirista de quem eu goste, vou seguir por esse caminho'. (...) É como o roteiro do meu filme. Começa com a morte e termina com a morte, mas existe toda uma vida entre esses dois momentos. São temas paradoxais, claro, mas a morte faz parte da vida. Eu realmente precisava me libertar de algumas coisas."

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Segundo rumores, a atriz Julia Garner era a principal cotada para interpretar a Rainha do Pop na cinebiografia. Como uma espécie de homenagem — ou talvez um aceno ao projeto que nunca saiu do papel —, a atriz aparece no curta-metragem que acompanha o lançamento de “Confessions II”.

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