Frase do dia do filósofo estoico Marco Aurélio: 'Você tem controle sobre sua mente, não sobre os acontecimentos externos. Perceba isso e você encontrará a força'
Publicado em 10 de junho de 2026 às 19:28
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
Reflexão escrita há quase 2 mil anos por Marco Aurélio voltou a ganhar força nas redes ao abordar controle emocional e sofrimento
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Sabe aqueles dias em que parece simplesmente impossível desligar a cabeça? A ansiedade acelera, os pensamentos começam a antecipar problemas que nem existem e, do nada, a gente se pega no modo automático tentando controlar tudo: o futuro, o direct que a pessoa não respondeu, o que pode dar errado no trabalho e coisas que nem começaram ainda...

'Você tem controle sobre sua mente'

Pois é! Foi justamente sobre esse "looping" mental que o imperador romano Marco Aurélio escreveu há quase dois mil anos: “Você tem controle sobre sua mente, não sobre os acontecimentos externos. Perceba isso e você encontrará a força".

A frase do filósofo estoico voltou a circular nas redes sociais nos últimos meses. O portal espanhol ¡HOLA! resgatou o pensamento e fez uma análise sensacional conectando essa filosofia antiga com os nossos debates atuais sobre saúde mental.

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E vamos combinar? É exatamente aí que mora o impacto dela. Essa frase não vem com promessa de felicidade instantânea ou aquela positividade tóxica de "sorria sempre". Pelo contrário. Ela parte de um fato bem desconfortável: tem muita coisa na vida que simplesmente foge do nosso controle, tal como a Adriana (Leticia Colin) de "Quem Ama Cuida", que acabará presa. 

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Marco Aurélio viveu entre os anos 121 e 180 e foi um dos grandes nomes do estoicismo - uma corrente que, em resumo, nos ensina a lidar com os tombos, as frustrações e os perrengues da vida sem deixar que eles nos dominem. Em vez de tentar mandar no mundo, ele defendia algo muito mais íntimo (e silencioso): governar a própria mente.

Esses desabafos e reflexões dele foram reunidos no livro “Meditações”, uma obra que atravessou séculos e continua sendo o "manual de cabeceira" quando o assunto é inteligência emocional e resiliência.

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Em entrevista ao ¡HOLA!, a psicóloga Sara Navarrete explicou que boa parte do nosso sofrimento nasce justamente dessa teimosia em querer controlar o que não depende de nós. E a gente faz isso o tempo todo no cotidiano, né? Na obsessão por respostas imediatas, no medo constante de errar ou naquela exaustão de querer que tudo saia exatamente como planejamos no papel.

O tiro pela culatra: quanto mais controle, mais ansiedade

A grande verdade trazida pela análise da psicóloga é que o excesso de controle gera o efeito oposto. Em vez de trazer segurança, ele só esgota a nossa energia. “A ansiedade aumenta quando a mente entra em luta constante com a realidade”, alertou a especialista.

Segundo Sara, a gente vive em um estado permanente de alerta, como se qualquer imprevisto fosse o fim do mundo. É quase um modo de sobrevivência exaustivo.

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O detalhe é que o nosso cérebro não foi programado para nos deixar felizes e relaxados o tempo todo, mas sim para caçar riscos e antecipar perigos. O problema é quando essa "neura" de previsão domina a rotina. Spoiler: ninguém consegue controlar tudo. E tentar ser esse super-herói cobra um preço emocional alto demais.

Afinal, o que realmente depende da gente?

Para os estoicos, a vida se divide em duas caixinhas bem claras: o que você pode controlar e o que você não pode.

Não dá para controlar a maturidade do outro, o trânsito, as demissões ou as rasteiras da vida. Mas dá para escolher como você reage a isso. A sua atitude, o seu diálogo interno e as suas pequenas escolhas de hoje são seus.

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Parece lindo na teoria, mas na prática a gente sabe que é um exercício diário. Na reportagem, Sara Navarrete lembra que pessoas emocionalmente fortes não são aquelas que são feitas de gelo e nunca sofrem. São aquelas que conseguem passar pelo furacão sem se desmontar inteiras. Ela usa uma metáfora perfeita: árvores que crescem em ambientes hostis e com muito vento costumam desenvolver as raízes mais profundas.

Aceitar não é o mesmo que jogar a toalha

Para fechar, vale o destaque sobre o que Marco Aurélio chamava de aceitação. E atenção: isso não tem nada a ver com passividade ou conformismo!

Aceitar uma situação não significa que você gostou dela ou que desistiu de mudar o que pode. Significa apenas parar de gastar sua energia brigando com uma realidade que já aconteceu. Muita gente sofre em dobro: pelo problema em si e pela raiva de não aceitar que aquilo está acontecendo.

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Talvez seja por isso que o estoicismo continua tão vivo. Ele não te ensina a ter uma vida perfeita e sem problemas - até porque isso não existe. Ele te ensina a ter colo e estrutura para continuar caminhando mesmo quando tudo sai do roteiro.

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