Goleiro Bruno vai à Justiça contra a Band: condenado pela morte de Eliza Samudio pede R$ 4 milhões de indenização após ser chamado de 'criatura ruim' em programa
Publicado em 11 de agosto de 2026 às 12:58
Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio, acionou a Justiça contra a Band e a apresentadora Cátia Fonseca por declarações no programa 'Melhor da Tarde'. Entenda!
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Preso desde maio de 2026 após ser considerado foragido por descumprir as regras da liberdade condicional, o ex-goleiro Bruno Fernandes entrou na Justiça contra a Band e a apresentadora Cátia Fonseca por declarações feitas durante o programa 'Melhor da Tarde'.

Condenado a 22 anos e 3 meses de prisão morte de Eliza Samudio, em 2010, o ex-atleta pede R$ 4 milhões de indenização por danos relacionados ao uso de sua imagem e afirma ter sido alvo de perseguição por parte da emissora. A ação tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, os advogados de Bruno alegam que as reportagens exibidas pelo programa desde 2022 tiveram consequências para a vida profissional do ex-jogador. Cátia Fonseca, que deixou a Band no ano passado, também é citada como ré no processo.

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Declaração de Catia Fonseca foi levada à Justiça

Segundo a publicação do jornal, um dos episódios citados no processo foram os comentários feitos por Cátia Fonseca durante o programa 'Melhor da Tarde', onde a apresentadora falava sobre a pensão destinada a Bruninho, filho de Bruno com Eliza Samudio, que também segue carreira como goleiro.

Na ocasião, Catia fez duras críticas ao ex-goleiro: "Eu fico indignada com a cara de pau dessa criatura. Matou do jeito que matou a Eliza, não quer nem saber da criança — que, nesse ponto, a gente dá até graças a Deus, porque, coitado do menino, não merece ter uma relação com uma criatura ruim dessa. Mas, na hora que vão prender, quer fazer acordo", disparou.

Para a defesa de Bruno, manifestações como essa ultrapassariam os limites da cobertura jornalística e teriam contribuído para prejudicar a imagem do ex-atleta e suas possibilidades de trabalho. Desde que ganhou a liberdade condicional em janeiro de 2023, o atleta passou a atuar em clubes menos conhecidos.

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Além da indenização de R$ 4 milhões, os representantes do ex-goleiro também solicitaram que a Band fosse impedida de produzir novos conteúdos sobre ele. O pedido incluía ainda a retirada do nome de Bruno Fernandes do Melhor da Tarde.

Justiça nega pedido para impedir novas reportagens

A solicitação, no entanto, foi rejeitada pela Justiça. Segundo a Folha de S. Paulo, a juíza Juliana Gonçalves Figueira entendeu que não havia motivo para impedir a emissora de abordar assuntos relacionados ao ex-goleiro.

Na decisão, a magistrada destacou que a liberdade de expressão deve ser preservada, principalmente quando não há evidências de que o conteúdo divulgado seja falso ou criminoso. "A liberdade de expressão deve ser a regra, somente podendo ser cerceada ante evidente conteúdo de natureza falsa e criminosa", escreveu.

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A juíza também considerou que Bruno é uma pessoa pública e que sua trajetória no futebol e o caso criminal envolvendo Eliza Samudio tiveram uma grande repercussão na mídia. Dessa forma, acontecimentos relacionados ao episódio podem voltar a ser noticiados, desde que respeitados os limites legais.

A disputa judicial ainda envolve os possíveis impactos das declarações e reportagens em sua vida profissional. O pedido de indenização de R$ 4 milhões será analisado no decorrer do processo.

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