A morte do menino Henry Borel não foi causada por uma queda acidental. Quem afastou a hipótese foi o perito do IML (Instituto Médico-Legal) Leonardo Tauil nesta segunda-feira (1º), 8º dia do julgamento de Monique Medeiros, mãe da criança, e dr. Jairinho, então padrasto do menor que morreu aos 4 anos em 2021.
Ambos réus e acusados de uma série de crimes - entre os quais tortura e homicídio triplamente qualificado -, a professora e o ex-vereador devem ser ouvidos a partir desta terça-feira, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. De acordo com o perito, no apartamento de onde Henry já teria saído sem vida não foram encontrados objetos ou móveis compatíveis com a lesão no fígado do menino.
"Foi isso que nos foi questionado: se ele poderia ter caído da cama e sofrido a laceração do fígado. Com base na literatura médica, não encontramos nenhum móvel ou objeto capaz de causar uma laceração hepática por uma queda acidental", explicou o perito em relação ao imóvel localizado na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio respondendo pergunta dos advogados de Jairinho.
Desde a morte da criança, o médico perdeu o mandato e viu a relação com Monique chegar ao fim. Além disso, uma série de pedidos de habeas corpus foram negados. Diferentemente do que ocorreu com a mãe de Henry; a professora deixou a cadeia no fim de agosto de 2022, retornando em julho seguinte. Entre março e abril de 2026, esteve novamente em liberdade.
Durante o novo dia de julgamento, a defesa do ex-médico apresentou imagens de Henry morto ao passar por necropsia. Monique Medeiros repetiu o que havia feito semana passada: deixou o tribunal. Naquela ocasião, a saída foi ocasiada por conta dos relatos das lesões no corpo do filho.
Também durante o tribunal do júri, neste domingo (31), atual mulher de Jairinho afirmou que o pai de seu filho havia lhe traído no passado.