Uma cena de violência dentro de um salão de beleza na região da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, chocou clientes e ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana. Uma mulher identificada como Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, foi presa após atacar o cabeleireiro Eduardo Ferrari, de 29 anos, com uma facada nas costas depois de reclamar de um corte de cabelo que, segundo ela, teria ficado errado.
Todas as informações abaixo são baseadas em informações publicadas pelo g1 e pelo jornal Extra. De acordo com os veículos, o caso aconteceu na tarde de terça-feira (5), em um salão localizado na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.
Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram o momento em que Laís conversa com o profissional enquanto ele atende outra cliente. Em seguida, ela retira uma faca da bolsa e o golpeia pelas costas. O cabeleireiro se assusta, corre, e a agressora é rapidamente contida por funcionários e seguranças do local.
Apesar do susto, Eduardo Ferrari sofreu apenas um ferimento leve, já que, segundo relatos divulgados por sua equipe, a mulher foi imobilizada imediatamente após o ataque.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, Laís aparece tentando justificar a agressão. Muito alterada, ela afirma que o profissional teria arruinado seu cabelo e se recusado a devolver o dinheiro pago pelo procedimento.
"Ele pegou o meu cabelo e foi picotando com uma tesoura-navalha. Minha franja está parecendo o Cebolinha", declarou a mulher, citando o famoso personagem da Turma da Mônica.
Ela também alegou ter sofrido um corte químico após o atendimento e afirmou que tentou contato com o salão por WhatsApp, mas não teria recebido retorno por dois dias.
Nas redes sociais, a equipe de Eduardo Ferrari divulgou nota afirmando que o profissional está profundamente abalado e considera o episódio uma tentativa de homicídio.
"A cliente passou a agir de forma agressiva e de maneira inesperada e desproporcional, desferiu um golpe de faca nas costas de Eduardo", informou a equipe do cabeleireiro.
Os advogados do profissional também contestaram o enquadramento policial do caso, afirmando que irão buscar medidas judiciais para que o crime seja tratado de forma mais grave.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, policiais militares foram acionados para atender à ocorrência no estabelecimento comercial. Laís Gabriela foi detida no local e confessou o crime.
A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 91º Distrito Policial (Ceasa) como lesão corporal, ameaça e autolesão, sendo encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).
A repercussão do episódio levantou discussões nas redes sociais sobre os limites da insatisfação em relações de consumo e a escalada de violência em situações cotidianas. Embora reclamações sobre serviços estéticos sejam comuns, o caso chamou atenção pela brutalidade da reação.
Enquanto o vídeo do ataque segue viralizando, o episódio deixa um alerta sobre como conflitos que poderiam ser resolvidos por vias legais ou administrativas acabam tomando rumos extremos quando o descontrole fala mais alto.
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