Bárbara Evans usou suas redes sociais nesta terça-feira (14) para dar a cara a tapa e falar sobre um dos assuntos mais polêmicos do momento: a publicidade de casas de apostas.
Sem rodeios, a influenciadora e campeã de "A Fazenda 6" publicou uma sequência de vídeos no Instagram reconhecendo que errou ao promover as famosas "bets" no passado, pediu desculpas aos seus seguidores e revelou que já não faz esse tipo de trabalho há mais de um ano por decisão própria.
O desabafo de Bárbara, que também lida com a dependência química, chega em um momento crucial, onde o mercado de apostas esportivas encara um cerco pesado de fiscalização no Brasil com direito a novas regras do governo federal e investigações em cima de campanhas de influenciadores e emissoras.
Sem tentar varrer o passado para debaixo do tapete, Bárbara Evans fez questão de assumir a responsabilidade pelas publicidades que já realizou. Para ela, o melhor caminho sempre será a honestidade com o seu público.
"Não vou ser hipócrita e falar, 'nunca divulguei'. Já divulguei, sim, mas tem mais de um ano que não divulgo mais nenhuma casa de aposta por opção minha. Eu tenho, sim, que pedir desculpas porque um dia divulguei. Me arrependo", confessou a influenciadora.
Bárbara explicou que sua chave virou completamente ao começar a acompanhar de perto o impacto real do vício em jogos na vida de pessoas comuns.
"Hoje não é da minha índole. Sou contra e não jogo. Vejo histórias de famílias sendo destruídas e espero que todo mundo se livre disso, inclusive as pessoas que divulgam. Cada um sabe da sua índole e o que faz para ser remunerado. Sou humana o suficiente para pedir desculpas e me redimir pelo ano em que fiz a propaganda", refletiu.
Toda essa atitude de Bárbara não acontece por acaso, já que a pressão sobre o mercado de apostas no Brasil só cresce. Nos últimos dias, o Ministério da Justiça e outros órgãos públicos ampliaram o monitoramento das propagandas de bets, impondo restrições bem rígidas para impedir que os jogos sejam apresentados como investimento ou forma fácil de enriquecer.
O assunto ganhou ainda mais força com a divulgação de dados preocupantes sobre o impacto social dessas plataformas. Um levantamento da CNDL e do SPC Brasil, divulgado em 2025, apontou que 39,5 milhões de brasileiros fizeram apostas nos 12 meses anteriores, sendo que 7,5 milhões admitiram ter comprometido parte da própria renda com os jogos de azar.
Para piorar, relatos recentes publicados pela Gazeta do Povo expõem o lado mais sombrio desse vício, mostrando casos de pessoas que perderam todo o patrimônio, recorreram a empréstimos altos, enfrentaram crises severas de ansiedade, divórcios e, em situações extremas, relataram até tentativas de suicídio por conta da compulsão.
“Tive quatro tentativas de suicídio porque eu não conseguia sair do jogo. Eu dormia e acordava pensando em jogar. O mais doloroso para mim era saber que eu trabalhava o mês inteiro para no final do dia ver meu saldo zerado e minhas contas não pagas”, contou uma pessoa anônima de 31 anos ao veículo.
Toda essa preocupação fez com que, no Rio de Janeiro, a prefeitura decretasse a proibição total de publicidade de bets em espaços públicos - como outdoors, ônibus, táxis e VLT -, tentando blindar principalmente crianças e adolescentes dessa superexposição.
Com as apostas definitivamente no passado, Bárbara agora quer focar no futuro e de um jeito muito mais seguro. Ela revelou que está mergulhando no mundo dos investimentos tradicionais, tudo graças a uma ajudinha familiar bem estruturada.
Seu pai, o empresário José Clark, criou uma dinâmica de reuniões periódicas para ensinar educação financeira para as filhas. "Agora que estou entendendo, a bolsa de valores é algo interessante para quem gosta desta área financeira", contou ela, animada.