Antes de brilhar como rainha de bateria, ela já era apaixonada pela Sapucaí! Aos 12 anos, viu seu primeiro desfile da frisa graças a um amigo do pai
Publicado em 6 de agosto de 2025 às 21:40
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
De anônima na frisa a rainha da avenida: depois de 17 anos longe do Carnaval, ela retorna ao posto de rainha de bateria da Viradouro com emoção e nostalgia
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O mundinho do Carnaval carioca foi sacudido nesta quarta-feira (6) por uma notícia que ninguém esperava. Ela, que já brilhou à frente da bateria da Grande Rio e da Viradouro, revelou em 2016, em entrevista ao Gshow, que sua paixão pela folia nasceu cedo. Aos 12 anos, conseguiu ir pela primeira vez à Sapucaí e se emocionou. "Dali nasceu a minha paixão pelo Carnaval", relembrou. Já sabe de quem estamos falando?

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Carnaval na veia desde cedo

Muito antes de receber coroas e aplausos na avenida, Juliana Paes já se emocionava com o brilho do Carnaval carioca. Em entrevista ao Gshow, em 2016, a atriz revelou que sua paixão pela folia começou aos 12 anos, quando assistiu ao seu primeiro desfile no Sambódromo ao lado da sua irmã Rosana. O convite veio graças a um amigo de seu pai, que conseguiu lugares privilegiados na frisa.

Lembro que eu fiquei arrepiada em ver os carros alegóricos enormes, cheios de detalhes, as pessoas com uma alegria estampada no rosto, a bateria passar. Foi uma emoção muito forte. Dali nasceu a minha paixão pelo Carnaval”, contou a atriz.

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Do arrepio da arquibancada ao brilho da avenida

A emoção da estreia como espectadora marcou tanto que ela não se afastou mais da avenida. Mesmo após abandonar os desfiles, Juliana Paes continuou marcando presença nos camarotes, sempre apaixonada pela magia do Carnaval. “Sou rata de sambódromo, adoro. Todo ano digo que não vou, mas tenho que ver mais uma bateria passar pra sentir que a vida vai começar”, declarou ao site.

Nos anos seguintes, ela se consolidou como um dos rostos mais marcantes da Viradouro, com passagens icônicas entre 2004 e 2008 como rainha de bateria. Entre 2018 e 2019, esteve à frente da bateria da Grande Rio, posição que foi ocupada por Paolla Oliveira por muitos anos.

Momentos inesquecíveis com a Viradouro

Entre os momentos mais lembrados da atriz na escola, está o desfile de 2007, quando precisou liderar uma ação ousada: levar toda a bateria para cima de um carro alegórico em forma de tabuleiro de xadrez. “Ensaiamos muito no chão, tinha até que subir escada, foi uma super adrenalina. E no dia não poderia ter dado tão certo. A arquibancada vibrou, escutava os gritos do público de longe. Foi muito emocionante”, relembrou.

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Em 2015, ela surpreendeu ao surgir na comissão de frente da escola. Mesmo com a agenda apertada, fez questão de se preparar com ensaios e estudo do enredo. “Levo muito a sério! Tem que ir aos ensaios, tem que estar por dentro do enredo. Tem que saber a letra. Ficava furiosa quando via pessoas chegarem em cima da hora sem saber cantar o samba”, destacou a artista.

Retorno triunfal após 17 anos

O público foi pego de surpresa com o anúncio: Juliana Paes está de volta ao posto de rainha de bateria da Viradouro, após 17 anos longe do cargo. A revelação foi feita nesta quarta-feira (6) pela própria atriz nas redes sociais, em vídeo ao lado do mestre Ciça, que será homenageado no desfile de 2026.

Eu tô de volta pra casa! Minha Viradouro! Um pedido do Mestre Ciça é uma ordem e meu coração, mais uma vez, vai bater mais forte no ritmo do nosso furacão vermelho e branco”, disse ela, emocionada. Juliana destacou que o convite foi inesperado, mas que a sensação é de reencontro com suas raízes: “Faz muito tempo que eu não pisava nesse chão. Mas parece que a gente nunca se afasta de verdade de onde o coração bate mais forte”.

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Hoje, a menina que assistia maravilhada aos carros alegóricos é uma das figuras mais emblemáticas da folia carioca. A volta de Juliana Paes à Viradouro reforça sua história de amor com o Carnaval, uma relação que começou ali, aos 12 anos, com o coração acelerado na frisa da Sapucaí.

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