O ano de 2026 mal começou e Andressa Urach já voltou a ocupar o centro do debate público nacional! Desta vez, a influenciadora, modelo e criadora de conteúdo adulto gerou forte repercussão ao anunciar, de forma ambígua, a gravação de um vídeo para uma plataforma +18 envolvendo o filho mais velho, Arthur Urach, de 20 anos. A partir daí, a reação foi imediata e intensa nas redes sociais.
Alertas morais, acusações de incesto, pedidos de investigação criminal, memes e uma avalanche de ataques passaram a circular na internet. Com isso, uma pergunta ganhou força entre internautas e críticos: Andressa Urach pode ser presa por conta dessa polêmica? A resposta, segundo o advogado que assumiu a defesa da artista, passa longe do campo da moral e entra diretamente na esfera da legalidade...
A polêmica começou após publicações feitas pela própria Andressa em suas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter). Na ocasião, ela afirmou ter “gravado com o filho” e que o material estaria “do jeito que você imaginou e melhor do que esperava”. O conteúdo foi anunciado como exclusivo para uma plataforma adulta, com acesso restrito a maiores de 18 anos.
A ausência de explicações objetivas e o uso proposital de frases abertas fizeram com que a internet preenchesse as lacunas. Para parte do público, o anúncio sugeria um vídeo de teor sexual explícito entre mãe e filho. Para outros, tudo não passaria de uma estratégia de marketing para impulsionar assinaturas, que chegam a custar R$ 200 mensais.
O ponto central, no entanto, é que Andressa não afirmou de forma literal que o vídeo tivesse conteúdo sexual explícito, embora tenha associado o material a uma plataforma adulta. Ainda assim, o impacto foi suficiente para colocá-la novamente no centro de uma grande controvérsia nacional.
Foi nesse contexto que entrou em cena o advogado criminalista Rodolfo Warmeling, que atua em Blumenau, Santa Catarina. A relação profissional entre ele e Andressa começou de forma inesperada, após um comentário feito pelo próprio advogado em uma publicação nas redes sociais da influenciadora.
Na mensagem, Warmeling saiu em defesa da artista e criticou duramente o julgamento público em torno do caso.
“Acho engraçado como todo mundo cuida da vida da Andressa. Tem muita gente travestida de pessoa de ‘família’ repudiando o conteúdo dela, alegando ser um absurdo, mas que pratica condutas muito, mas muito mais deploráveis. Cada um deveria cuidar da sua vidinha. O problema é inteiramente dela e do filho. Quem quer comprar o conteúdo, compra. Quem não quer, sai fora. Muita hipocrisia”, escreveu ele.
Após a repercussão do comentário, segundo o portal ND+, Andressa entrou em contato e decidiu contratá-lo para assumir sua defesa jurídica. Desde então, Warmeling passou a atuar diretamente no caso, tanto na orientação legal quanto no enfrentamento às acusações feitas publicamente contra sua cliente.
Diante da escalada da repercussão, Rodolfo Warmeling divulgou, em 6 de janeiro de 2026, uma nota oficial à imprensa, publicada também em seu perfil no Instagram. O documento tem como objetivo esclarecer juridicamente as acusações que passaram a circular nas redes sociais envolvendo Andressa Urach e o filho Arthur Urach.
Logo no início da nota, o advogado menciona a “ampla repercussão” do caso e a “propagação de informações falsas” relacionadas à gravação e à suposta comercialização de conteúdo adulto rotulado como “incesto”.
Em seguida, ele faz o principal esclarecimento jurídico: “Não há, no ordenamento jurídico brasileiro, qualquer norma que criminalize a prática de incesto entre pessoas maiores de idade, plenamente capazes e que atuem mediante consentimento mútuo".
Na análise da defesa, Warmeling diferencia de forma clara o campo jurídico do campo moral, destacando que críticas éticas ou religiosas não configuram crime: “Reprovações morais ou éticas, ainda que legítimas no campo subjetivo, não se confundem com ilegalidade".
A nota reforça que o caso envolve exclusivamente dois adultos, no exercício de uma atividade lícita, relacionada à criação de conteúdo adulto em plataformas legalmente constituídas no Brasil, com acesso restrito a maiores de 18 anos.
Outro ponto sensível abordado no documento diz respeito às acusações de que Arthur teria participado de conteúdos adultos enquanto menor de idade. Warmeling é categórico ao negar qualquer possibilidade nesse sentido: “Arthur Urach jamais participou, como ator, de qualquer vídeo ou conteúdo adulto quando menor de idade, sendo falsa qualquer narrativa que sugira o contrário".
A nota também trata do comportamento de parte do público nas redes sociais. Segundo o advogado, a reação extrapolou o direito à livre manifestação de pensamento e passou a configurar ataques pessoais e imputações criminosas sem respaldo legal: “A escalada de manifestações nas redes sociais extrapola os limites da liberdade de expressão, convertendo-se em discursos ofensivos, preconceituosos e imputações criminosas infundadas".
De acordo com o documento, essas condutas podem gerar responsabilização civil e criminal, e a equipe jurídica já iniciou o trabalho de identificação dos responsáveis pelos ataques.
Por fim, Warmeling informa que, por decisão pessoal de Andressa Urach, eventuais valores obtidos em ações judiciais movidas contra autores de ofensas e fake news serão integralmente destinados a projetos sociais de combate à violência contra a mulher e à exploração sexual infantil.
À luz das informações apresentadas pela defesa, a resposta jurídica é clara: não há tipificação penal automática que justifique prisão com base apenas no anúncio feito por Andressa Urach nas redes sociais.
Para que houvesse crime, seria necessária a comprovação de violação específica da lei, como participação de menor de idade, ausência de consentimento ou outra prática expressamente criminalizada - hipóteses que, segundo o advogado, não se sustentam no caso concreto.