À medida que envelhecemos, buscamos uma maquiagem que realce nossa beleza natural e, ao mesmo tempo, nos ajude a suavizar ou disfarçar aquelas áreas de que gostamos menos.
A chave está em conhecer alguns truques e técnicas que permitam valorizar nossos traços e conseguir um resultado bonito e fresco.
Nesse sentido, quando o foco está no olhar, o objetivo é conseguir olhos mais luminosos, descansados e visualmente mais abertos. Os tratamentos de beleza são, claro, grandes aliados na hora de hidratar, firmar e cuidar da pele, mas também têm suas limitações.
É aí que a maquiagem se torna nossa melhor aliada e entra em cena um daqueles produtos capazes de transformar o olhar com um gesto tão simples quanto preciso: o lápis de olhos.
Mas não estamos falando de qualquer lápis de olhos, não, e muito menos de um lápis preto, que, como bem sabemos, não é o melhor aliado para rejuvenescer o visual. Também não nos referimos ao branco, que, embora seja um tom que abre o olhar e ilumina, não proporciona um resultado tão natural.
Existe, porém, uma opção que consegue esse efeito e funciona quase como uma varinha mágica de beleza: o lápis de olhos bege. Segundo vários maquiadores: “Se, aos 60 anos, você pintar a linha d’água de bege em vez de branco para abrir o olhar, conseguirá um resultado mais natural e luminoso”.
Talvez você ache que, para valorizar o olhar, não há nada como um preto intenso. E, em parte, é verdade: o preto intensifica bastante, mas, a partir dos 60 anos, não funciona da mesma forma.
Em vez de oferecer seu melhor efeito, ele endurece a expressão, fecha o olhar e não deixa um acabamento fresco.
Já os tons claros são outra história, como destaca a maquiadora Inma Novillo: “Nessa idade, o que mais favorece é abrir o olho com tons claros, iluminar a região e apostar em cílios bem definidos”, explica.
Embora o branco tenha sido, durante anos, o tom claro por excelência para aplicar na linha d’água e conseguir um olhar aparentemente mais amplo, o bege surge como uma alternativa ainda mais favorável.
Segundo informações publicadas pela Radio Mitre, a maquiadora Ana Martín aconselha usar “na linha d’água inferior, lápis bege ou nude em vez de branco”. Essa preferência tem um motivo claro: o tom bege se integra muito melhor à linha d’água, fundindo-se à pele como se fosse a cor natural dessa região.
O maquiador David Deibis compartilha da mesma opinião. Ele aconselha utilizar um lápis bege ou nude porque “aumenta o olho de forma natural”.
Justamente quando buscamos uma maquiagem que rejuvenesça o visual, queremos que o olhar pareça mais amplo, mas sem um resultado artificial, e o bege oferece um contraste suave.
O criador de conteúdo Andrés López demonstrou em sua conta no Instagram como fica um lápis branco na linha d’água e como fica um bege. “O branco não fica nada natural, pareço estar com olhos de boneca. Se você tem olhos pequenos e quer esse efeito de olhos maiores, deve utilizar um tom bege”, orienta.
O especialista explica que o tom bege também fica bem clarinho, mas é diferente do branco. “Eu utilizo o lápis bege pela manhã, quando pareço cansado. Passo um pouco de lápis bege na linha d’água e automaticamente pareço mais desperto e com mais luz no olho”, afirma López.
A maquiadora de celebridades Laura Geller também aposta nesse tom em suas dicas de maquiagem para peles maduras publicadas na Vogue.
“Para a linha d’água, escolha um tom bege-claro para manter os olhos abertos e luminosos”, explica. É que, aqui, entra em jogo um simples efeito óptico: o lápis não consegue levantar a pálpebra, mas pode fazer o olhar parecer mais aberto e descansado.
A chave está em diferenciar essa aplicação do delineado clássico. Em vez de traçar uma linha sobre a pálpebra superior, o lápis bege é aplicado na linha d’água inferior para iluminar essa região sem criar o contraste que um tom escuro produziria.
Além disso, é um recurso muito fácil de incorporar a qualquer maquiagem. Geller o define como um tom “fácil de usar”, e é justamente aí que está parte de seu encanto. Ele pode acompanhar um visual simples, com os cílios bem definidos, ou ser combinado com sombras quando buscamos um acabamento mais sofisticado.
O truque está em observar o resultado de frente depois da aplicação: o objetivo é dar luminosidade e amplitude ao olhar sem que o lápis se torne o protagonista.