A cantora Preta Gil realizou um grande sonho no carnaval 2007 do Rio de Janeiro em meio às pesadas e ácidas críticas que recebeu. Morta neste domingo (20) aos 50 anos vítima de câncer, a artista foi rainha de bateria da Mangueira há 18 anos quando a verde e rosa terminou a apuração em 3º lugar.
"Fiquei lembrando como fui massacrada. Mas não fiquei traumatizada. A faixa de rainha fica na minha sala. Sou mangueirense de coração. E quero ver muitas musas e rainhas fora do padrão. E nada mudou, infelizmente", lamentou em 2024 quando comemorou os 15 anos do Bloco da Preta, que desfilava pelas ruas do Rio, ao jornal "Extra".
Para a ocasião, a cantora que tentou retornar ao Brasil com o agravamento do seu estado de saúde voltou a usar figurinos icônicos de sua carreira. Entre eles aquele com o qual cruzou a Sapucaí. "A roupa coube direitinho e hoje eu tenho 10 quilos a mais do que tinha naquela época", prosseguiu.
Em fevereiro passado, Preta Gil lembrou que as críticas ao "corpo padrão" seguiam quase duas décadas após sua passagem pela Sapucaí. "Nós, mulheres, nos apoiamos mais e a gente não se silencia. Só que as críticas ainda existem. Olha aí a Paolla Oliveira tendo que falar constantemente do corpo dela. O corpo da gente é o que a gente é, não importa o tamanho que ele tiver", frisou.
Naquele 2007, a Mangueira levou para a Sapucaí um enredo sobre a língua portuguesa assinado por Max Lopes, morto em 2023. O título a exemplo de 2025 ficou com a Beija-Flor.
Após a morte ser confirmada, Preta Gil passou a receber mensagens de diversos amigos, famosos e fãs. Ao vivo na TV, Carolina Ferraz controlou a emoção e segurou o choro ao falar da cantora, que deixa um filho, Francisco, fruto do casamento com Otávio Müller.
O corpo de Preta segue em Nova York (EUA) aguardando a liberação para traslado. A família ainda não divulgou a data do velório e outras informações a respeito do adeus à cantora e empresária.