Globo sofreu forte impacto na audiência (e no bolso!) após trágica morte de Ayrton Senna em corrida da Fórmula 1
Publicado em 15 de novembro de 2025 às 11:34
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
A Globo sofreu um grande abalo após a trágica morte de Ayrton Senna. Perda afetou audiência da Fórmula 1 e também valores cobrados aos anunciantes para temporada 1995
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A Globo voltará a exibir o Mundial de Fórmula 1 em 2026 depois de cinco temporadas seguidas com os direitos de transmissão pertencendo à Band. A mais importante modalidade do automobilismo teve a emissora líder como sua casa entre 1972 e 1979 e de 1981 a 2020, período este marcado pela trágica morte de Ayrton Senna, em maio de 1994.

O acidente fatal narrado por Galvão Bueno durante o GP de San Marino, no circuito de Ímola, na Itália, quase provocou uma grande decisão no locutor esportivo, recém-contratado do SBT para cobrir a Copa do Mundo 2026. Por outro lado, a morte do tricampeão (1988/1990/1991) gerou um grande impacto na audiência e nos bolsos da Globo, afetando ainda sua grade de programação.

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Em dezembro de 1994, a Globo colocou na rua o plano comercial das transmissões da etapa seguinte, a primeira a não contar com Senna, cuja rivalidade com Nelson Piquet passou para fora das pistas. Na época, cinco marcas assinaram contrato com a emissora, mesmo número em relação àquele ano. Porém, cada cota passou a vendida por 6,5 milhões de dólares ante 8 milhões da temporada 1994. 

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Vale lembrar que no final de 1993 estava em circulação o cruzeiro real e que em julho do ano seguinte passou a circular o real. Dessas cinco marcas, uma de chinelos, uma cervejaria e uma fabricante de carros, seguiram com a Globo. Já uma marca de alimentos e uma de salgadinhos eram as novidades para 1995, substituindo uma de produtos para saúde bocal e uma de remédios.

Audiência da Globo caiu após morte de Ayrton Senna

A audiência da Globo recuou sem Senna na pista. Se em 1993 a média foi de 22 pontos, no ano seguinte ficou entre os 17 e 18, na Grande São Paulo. Em relação ao domingo da tragédia, o "Fantástico" cravou média de 51 pontos e no dia seguinte, o "Jornal Nacional" fincou 56, atingindo média de 58 na quarta-feira.

Se formos comparar a audiência das corridas, o GP do Brasil em março de 1994 marcou 41 pontos em São Paulo, mais que a corrida fatídica (32) e da etapa seguinte, em Mônaco (com 20). Programa esportivo então exibido entre as novelas das seis e das sete, o "Sinal Verde", ancorado por Léo Batista, morto este ano, foi deslocado para a faixa pós-"Supercine", que precedia a trama das nove, relatava o jornal "Meio & Mensagem".

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