Naomi Campbell voltou a ter autorização para administrar instituições beneficentes no Reino Unido. A decisão da Justiça britânica reverteu o banimento de cinco anos que pesava contra a supermodelo desde a eclosão do escândalo envolvendo a Fashion for Relief, ONG fundada por ela em 2005 para arrecadar fundos para causas humanitárias.
Segundo reportagem assinada por Valmir Moratelli na coluna VEJA Gente (com Giovanna Fraguito e Nara Boechat), a polêmica ganhou corpo quando órgãos reguladores britânicos passaram o pente fino nas finanças da entidade.
Entre os relatórios financeiros, surgiram despesas com diárias em hotel cinco estrelas no sul da França, tratamentos de beleza em spas e até compras de cigarros - além de pagamentos não autorizados de quase 290 mil libras para uma administradora da própria organização. O imbróglio culminou, em 2024, na cassação do registro oficial da instituição e na proibição da modelo de exercer funções fiduciárias no setor.
Ao recorrer, Naomi argumentou ter sido ludibriada por membros da própria equipe e afirmou que desconhecia os desvios. Os magistrados aceitaram a tese de que os abusos foram ocultados dela e consideraram a punição desproporcional. A Corte, porém, não deixou de apontar desleixo administrativo na conduta da modelo, citando atrasos recorrentes nas prestações de contas e desorganização interna. Eita!
Apesar da vitória judicial que limpa o nome de Naomi para liderar novas iniciativas filantrópicas, a Fashion for Relief permanece extinta do registro de caridade e as irregularidades do passado continuam reconhecidas pelas autoridades.
Em declaração obtida pela VEJA, Campbell desabafou sobre o impacto da polêmica em sua imagem pública: “Retribuir à comunidade é parte de quem eu sou e ver tudo isso ser questionado me magoou profundamente”.