A farmacêutica Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, anunciou que pretende solicitar a aprovação de uma nova medicação em formato de comprimido para emagrecimento. O medicamento, chamado orforgliprona, promete ampliar as alternativas no tratamento da obesidade, que atualmente é realizado em grande parte por meio de injeções semanais.
O médico Lucas Luquetti analisa a novidade com cautela. Segundo ele, a chegada de um medicamento oral pode representar um avanço importante no acesso ao tratamento. "O fato de existir uma pílula pode facilitar a adesão dos pacientes que têm resistência ou dificuldade em utilizar injeções. Isso pode aumentar a busca pelo tratamento e torná-lo mais acessível para um público maior", afirma.
Apesar do entusiasmo, Dr. Luquetti reforça a necessidade de acompanhar os estudos clínicos e a aprovação dos órgãos reguladores.
"É essencial que a comunidade médica espere os resultados completos de eficácia e segurança. Sabemos que medicamentos dessa classe podem trazer benefícios significativos, mas também podem apresentar efeitos colaterais importantes. A avaliação criteriosa das agências regulatórias será fundamental para garantir o uso seguro", acrescenta.
O especialista ainda destaca que o uso da medicação deve ser acompanhado por mudanças no estilo de vida: "Nenhum remédio substitui a importância de uma alimentação equilibrada, prática de atividade física e acompanhamento médico regular. A medicação pode ser um suporte valioso, mas não deve ser vista como solução isolada."
A expectativa é que a solicitação de aprovação da orforgliprona ocorra em breve, o que pode abrir caminho para uma nova era no tratamento da obesidade, com maior conveniência e potencial impacto na saúde pública.