Neymar já navega por aí com seu novo, luxuoso e milionário iate. A embarcação de primeira linha avaliada em R$ 120 milhões conta com seis suítes e um heliponto, o que a coloca nas primeiras colocações dos maiores iates do país.
Mas não é só isso (ou melhor, tudo isso). O novo "pequeno mimo" de Neymar guarda uma estreita ligação com outro iate, este classificado como um dos primeiros no Brasil a adotar o hidrogênio como fonte de energia. E nós estamos falando da embarcação JAQ H1, criado pelo Grupo Naútica e apresentado em novembro de 2025 durante a COP30, no Norte do país.
Tanto o primeiro modelo quanto o iate de Neymar foram construídos em um estaleiro localizado no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo e onde Silvio Santos (1930-2024) tinha uma mansão. Na sequência, foram levadas até Fortaleza, capital do Ceará, onde passaram pelo chamado "retrofit" de maneiras diferentes.
O JAQ H1 se transformou em plataforma de pesquisa e demonstração de tecnologia ligadas à descarbonização da área marítima, tendo um sistema híbrido que permite despencar em 80% a emissão de gás carbônico enquanto estiver cruzando o mar.
Já o "barquinho" de Neymar tem agora estrutura adequada para fazer viagens de longa distância. Não custa lembrar que o camisa 10 do Santos após dar adeus à Seleção brasileira pode deixar o clube paulista e migrar para equipe dos EUA em 2027.
O "modelo irmão" do iate tem Neymar soma 36 metros de cumprimento e foi construído para que fosse utilizado hidrogênio na iluminação, climatização, geladeiras e na cozinha, por exemplo. Há pouco tempo, em Santa Catarina, a embarcação chegou a Santa Catarina para fases de testes e de segurança.
"A indústria náutica brasileira tem capacidade e grandiosidade para construir embarcações de lazer destinadas ao mercado de luxo, tanto no Brasil quanto no exterior, e também para desenvolver projetos voltados à pesquisa, à inovação e à sustentabilidade, como o JAQ H1. Essas duas embarcações mostram como a engenharia naval nacional pode atender a propostas completamente distintas. São projetos com finalidades diferentes, mas que evidenciam a competência técnica e a versatilidade da indústria brasileira", detalhou o idealizador do Projeto JAQ Hidrogênio Verde e também presidente do Grupo Náutica.
Agora, as atenções se voltam para um novo navio, ainda em construção, que deve se tornar o primeiro no mundo a produzir hidrogênio a bordo através da captação da água do mar. Após um processo, vai gerar energia elétrica para setores como os motores.