Protagonista da versão para os cinemas da novela "A Viagem" (1975 e 1994), Carolina Dieckmmann revelou estar internada há quatro dias em decorrência de uma infecção no rim esquerdo. "Já estava avançada. Estou tendo que tomar antibiótico na veia", disse a atriz, que por conta da internação não viajou para um lugar remoto.
Ainda sem previsão de alta, a mulher de Tiago Worcman, com quem completa 23 anos juntos nesta quarta-feira (3), não sabe quando terá alta médica. E também Carolina não detalhou a respeito do diagnóstico. Mas como se chega ao diagnóstico de infecção renal?
Para isso, o paciente passa pelos exames de urinálise e urocultura, onde são detectados os números de bactérias (e quais tipos), glóbulos vermelhos e glóbulos brancos. Em alguns casos, o exame de sangue é necessário, assim como os de imagem, ultrassonografia ou tomografia computadorizada helocoidal.
Nesse caso, quando a pessoa não responder a tratamento com antibiótico após 72 horas ou apresentar dor intensa nas costas. Também é solicitado quando os sintomas regressam após a conclusão do tratamento com antibióticos ou quando se apresenta peilonefrite frequente ou de duração elevada.
A nefrologista Renata Asnis Schuchmann explica que a presença de pedra nos rins é um fator, pois bloqueia a passagem da urina. "Quando há obstrução, o fluxo urinário fica comprometido e isso favorece a proliferação de bactérias. A partir daí, o quadro pode evoluir para uma infecção que exige intervenção imediata", alerta a médica especialista.
Logo, algumas dores renais não podem ser tratadas como algo simples. E sinais indicam um estágio mais avançado da doença, caso de Carolina. "A dor intensa é característica, mas quando ela vem acompanhada de febre, calafrios, náuseas ou mal-estar, é fundamental procurar atendimento. Esses sintomas sugerem que já existe um processo infeccioso", enumera Renata, alertando ainda para uma tentativa de solução caseira.
"Muitas pessoas acreditam que basta esperar a pedra sair, mas isso nem sempre acontece. Se houver obstrução prolongada, pode haver comprometimento da função renal e risco de infecção mais grave", pontua a nefrologista, indicando a diferença entre os tipos de tratamentos.
"Alguns cálculos podem ser eliminados naturalmente com hidratação e medicação. Já em situações mais complexas, pode ser necessário realizar procedimentos para remover a pedra ou desobstruir o trato urinário", explica.
E o que se deve fazer para diminuir o risco de formação de pedra nos rins? "Beber água regularmente ajuda a diluir a urina e reduz a chance de formação de cristais. É uma medida simples, mas extremamente eficaz", afirma. Por outro lado, o sal em excesso e a baixa ingestão de nutrientes contribuem para o surgimento das pedras.