Adeus, herança? Em novo Código Civil, cônjuge perde direito previamente garantido; mudança divide opiniões, entenda!
Publicado em 5 de maio de 2026 às 14:48
Por Lais Seguin | Colaboradora
Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), atua na imprensa desde 2021 com foco em conteúdo de entretenimento, comportamento e cotidiano. Produz matérias leves, informativas e conectadas ao universo dos famosos e das tendências, com linguagem acessível e olhar atento ao que desperta o interesse do público.
Novo Código Civil propõe excluir o cônjuge da herança obrigatória e gera debate no Brasil. Mudança pode afetar casais e dividir especialistas.
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A proposta do novo Código Civil, em discussão no Senado por meio do Projeto de Lei 4/2025, trouxe à tona uma das mudanças mais controversas do direito de família: a possível exclusão do cônjuge da lista de herdeiros necessários. Na prática, isso significa que o parceiro sobrevivente pode ficar sem direito automático à herança — um tema que já movimenta juristas e especialistas.

Hoje, o cônjuge tem participação garantida na divisão dos bens. Mas, com a nova regra, esse direito dependeria de testamento, o que pode mudar completamente o planejamento familiar e patrimonial.

Caso da herança de Gugu teve pedido de reconhecimento de união estável na Justiça

No mundo dos famosos, essa nova configuração poderia interferir diretamente em uma das disputas judiciais que mais gerou manchetes: a herança de Gugu Liberato. Após a morte de Gugu Liberato, em 2019, começou uma disputa judicial bilionária envolvendo o testamento do apresentador, que destinava 75% da herança aos três filhos e 25% a cinco sobrinhos.

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A principal controvérsia foi o pedido de Rose Miriam di Matteo, mãe dos filhos de Gugu, para ter reconhecida uma união estável com o apresentador e, assim, direito à herança — algo contestado por parte da família e rejeitado pelo STJ em 2023.

O processo também ganhou novos capítulos com as ações de Thiago Salvático, que afirmou ter vivido um relacionamento com Gugu, e de Ricardo Rocha, que alegou ser filho biológico do apresentador, mas teve exames de DNA negativos.

Em 2024, Rose desistiu da ação judicial, e a família anunciou um acordo para encerrar a disputa, mantendo a divisão prevista no testamento e garantindo suporte financeiro a ela por meio dos filhos.

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Novo código civil muda regras da herança

Atualmente, o cônjuge é considerado herdeiro necessário — ou seja, tem direito a uma parte da herança, mesmo sem testamento. Em casos de testamento, como foi o do apresentador, a orientação inicial é seguir os desejos ali escritos, mas pode haver contestação judicial. 

Ele também pode concorrer com filhos ou pais do falecido na divisão dos bens.

Com a proposta do novo Código Civil, esse cenário muda radicalmente:

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  • O cônjuge deixa de ser herdeiro obrigatório
  • Não participa automaticamente da divisão com filhos ou ascendentes
  • Só recebe herança se houver testamento

A única garantia mantida é a chamada “meação”, que corresponde à parte dos bens adquiridos durante o casamento, conforme o regime escolhido.

Especialistas se dividem sobre impactos

A mudança tem dividido opiniões no meio jurídico. Para parte dos especialistas, a proposta amplia a liberdade individual sobre o patrimônio.

Por outro lado, há quem defenda que o modelo atual é ultrapassado e limita a autonomia de quem deseja decidir o destino dos próprios bens.

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Herança deixa de ser regra e vira exceção

Se aprovado, o projeto muda a lógica da sucessão no Brasil. Hoje, receber herança é regra para o cônjuge. Com a nova proposta, passa a ser exceção.

Na prática:

  • Com filhos ou pais vivos: cônjuge não herda automaticamente
  • Sem descendentes ou ascendentes: pode herdar tudo
  • Testamento passa a ser essencial

Essa mudança deve impulsionar o planejamento sucessório, com aumento na procura por testamentos e acordos patrimoniais.

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Direito de usufruto pode gerar mais conflitos

Outro ponto polêmico é a criação de mecanismos compensatórios, como o direito de usufruto para o cônjuge sobrevivente.

Esse recurso permitiria, por exemplo: morar no imóvel da família e receber renda de aluguel

Mas há um problema: a decisão dependeria do juiz, o que pode gerar disputas judiciais e atrasar inventários.

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O que muda na vida real dos casais?

Na prática, o impacto pode ser significativo:

  • Casais precisarão planejar melhor a sucessão
  • Testamento se torna ferramenta essencial
  • Pode haver aumento de disputas familiares

Além disso, especialistas alertam que a mudança pode transformar a dinâmica de proteção patrimonial dentro das relações.

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