Entre um show e outro no Lollapalooza, não são só os looks e os flagras de famosos que chamam atenção! O que circula nos pratos da área VIP também virou parte da experiência. Em 2026, o festival acontece entre os dias 20 e 22 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com nomes como Sabrina Carpenter, Chappell Roan e Tyler, The Creator liderando o line-up.
Mas, longe do burburinho da pista, é no Lolla Lounge que está um dos bastidores mais curiosos do festival: a operação gastronômica que alimenta celebridades, influenciadores e convidados em um ritmo intenso. À frente disso, está o chef executivo da Sapore, Alex Fediczko, que revelou ao Purepeople Brasil os principais detalhes do cardápio deste ano.
A seguir, reunimos 6 pontos que ajudam a entender o que, afinal, vai parar no prato das famosas durante o Lolla:
Esqueça a ideia de um cardápio fixo! No Lolla Lounge, a experiência muda conforme o relógio. "Esse ano, teremos sete estações – sendo uma só de doces – com opções variadas que mudarão nos períodos do dia, tarde e noite, totalizando 21 menus", contou Alex. Na prática, isso significa que quem circula pelo espaço pode encontrar opções diferentes, a depender do horário!
Se antes festivais eram sinônimo de comidas pesadas, o movimento agora é outro... e chega forte ao VIP. “O destaque de 2026 fica por conta das opções de saladas proteicas, que são uma resposta à busca por opções mais leves e energéticas", explicou o chef.
"Para além dos festivais, as pessoas têm procurado por comidas mais saudáveis, então essa tendência naturalmente alcançou o Lollapalooza. Nossa ideia foi abraçar esse movimento e criar opções que vão além do básico. [...] As opções são variadas e permitem que cada pessoa se apaixone por algum item", acrescentou.
A ideia é ter pratos que sustentem, mas não pesem, permitindo que o público encare horas de shows sem sair do clima! Tudo de bom, não!?
No meio de um line-up disputado, ninguém quer perder tempo na fila... imagine deixar de ouvir "Pink Pony Club", da Chappell, por estar naquela fome surreal? Pois bem! Essa realidade muda tudo na cozinha. “No contexto de um festival, a dinâmica é diferente de um restaurante: o público quer viver a música sem pausas longas. Mas isso não significa renunciar à experiência única e saborosa", revelou o profissional.
Por isso, o cardápio aposta em versões práticas de diferentes culinárias, pensadas para serem consumidas em movimento, entre um palco e outro.
Servir milhares de pessoas por dia exige muito mais do que apenas cozinhar bem. “Por trás dessas operações existe uma dinâmica bastante intensa. Tudo começa meses antes, com planejamento cuidadoso que envolve equipes de cozinha, estoque, logística e atendimento, cada uma responsável por uma parte da engrenagem", pontuou Fediczko.
Durante o festival, o trabalho continua em ritmo acelerado para garantir que nada falte e que a experiência siga fluida.
Se a comida virou conteúdo nas redes sociais, o visual também entrou na equação! “Hoje as pessoas ‘comem’ com os olhos, então a construção dos pratos é algo pensado", revelou o chef.
Além disso, segundo ele, a apresentação vai além do prato: “Nosso time de marketing desenvolveu embalagens e potes bonitos e práticos, que valorizam o cardápio. Queremos que o público viva o sabor, mas também se encante com a estética".
Para quem não vai ao festival, existe uma forma de entrar no clima direto da cozinha. Entre as estrelas do cardápio, Fediczko destaca uma Salada de abóbora japonesa e quiabo assados, que ganha um toque sofisticado com atum fresco e molho de missô. O rendimento é de 4 porções e o preparo é mais simples do que parece.
O que você vai precisar:
Para a base, separe 400g de abóbora cabotiá em cubos médios, 200g de quiabo e 200g de atum fresco (em cubos ou lâminas). No tempero, use azeite, sal, pimenta-do-reino e 2 colheres de sopa de gergelim torrado.
Para o molho especial, misture: 1 colher de sopa de missô, 1 colher de sopa de shoyu, 1 colher de sopa de mel (ou açúcar mascavo), 2 colheres de sopa de suco de limão, 3 colheres de sopa de azeite e 1 colher de chá de gengibre fresco ralado.
Mão na massa:
O segredo começa no forno a 200°C: misture a abóbora e o quiabo com azeite, sal e pimenta em uma assadeira e deixe assar por cerca de 25 a 30 minutos, mexendo na metade do tempo até dourarem. Enquanto os vegetais ganham cor, prepare o molho misturando todos os ingredientes em uma tigela até ficar homogêneo (se ficar muito espesso, uma colher de água resolve!).
Quanto ao atum, a escolha é sua: ele pode ser servido cru e temperado com limão ou rapidamente selado na frigideira bem quente por 20 segundos de cada lado. Para finalizar, é só montar os vegetais em uma travessa, dispor o atum por cima, regar com o molho de missô e polvilhar o gergelim. O toque final fica por conta de cebolinha fresca ou brotos, servindo a salada ainda morna ou em temperatura ambiente. O resultado é uma salada leve, mas completa!