O relógio suíço de luxo de Alexandre de Moraes, ministro do STF: de ouro branco e com pulseira de couro de crocodilo, peça virou centro de polêmica pelo valor, mas pode ter custado menos do que você pensa
Publicado em 17 de setembro de 2026 às 17:35
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
Alexandre de Moraes chamou atenção nas redes sociais ao aparecer usando um Patek Philippe de ouro branco. Entenda quanto o relógio pode valer atualmente e por que ele pode ter custado bem menos
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Uma foto de Alexandre de Moraes usando um relógio de dar inveja colocou o pulso do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no centro dos holofotes. E não era para menos: a peça em questão é um Patek Philippe, o topo da pirâmide da alta relojoaria suíça, capaz de bater a casa dos R$ 500 mil no mercado atual. Socorro!

Tudo começou em novembro de 2024, quando um post no X (o antigo Twitter) jogou a dúvida no ar: como um ministro do STF, com salário na casa dos R$ 41 mil, ostentaria um acessório estimado em R$ 350 mil? O post voou baixo, somou milhares de curtidas e reposts em poucas horas, mas a história por trás dessa etiqueta salgada tem truque.

Ouro branco, couro de crocodilo e um detalhe no preço

O modelo que foi parar no braço de Moraes é o Patek Philippe 5711G, fabricado entre 2008 e 2011. Longe de ser um modelo básico, a joia é feita em ouro branco com pulseira em couro de crocodilo. Na época em que estava nas vitrines, saía por cerca de US$ 30 mil - algo em torno de R$ 174 mil pela cotação trazida em reportagem da VEJA.

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Ou seja, o número gigante de R$ 350 mil que assustou a internet passa bem longe do preço de tabela original. E é aí que entra o ingrediente secreto do mercado de luxo: a famigerada valorização.

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Por que um relógio de US$ 30 mil passa a valer R$ 500 mil?

O Patek Philippe de Moraes saiu de linha. Na alta relojoaria, parar de fabricar uma peça é o primeiro passo para transformar um objeto em relíquia disputada a tapas por colecionadores. Hoje, dependendo do estado de conservação e de detalhes como ter a caixa e os certificados originais, a peça orbita entre R$ 350 mil e R$ 500 mil.

Portanto, não dá para simplesmente olhar o preço de leilão de hoje e assumir que foi esse o valor desembolsado no passado. O mercado de colecionáveis joga com regras bem próprias.

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Luxo não é igual a compras no shopping

Em conversa com a VEJA, Leandro Amorim, do canal GMT Menos 3, explicou que comprar uma joia dessas lembra bastante o universo de bolsas ultra exclusivas, como as famosas Birkin da Hermès. 

Em alguns casos, conseguir um modelo direto da fábrica exige encarar filas de espera de sete a dez anos. Como a oferta é mínima e a procura é gigante, quem tem o relógio em mãos define o preço no mercado de seminovos.

Não é o único da coleção

E esse Patek Philippe não é o único queridinho de Moraes. Analistas do setor apontam que o ministro já circulou por aí vestindo outros nomes de peso da relojoaria tradicional, como o Rolex Yacht-Master, o Tag Heuer Carrera Calibre 16 e o Omega De Ville - peças que, segundo especialistas, ele já possui há bons anos.

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A reportagem também lembrou que o histórico profissional de Moraes não começou ontem. Antes de ser indicado ao STF em 2017 por Michel Temer, o ministro construiu uma carreira longa: foi promotor no Ministério Público de São Paulo, Secretário de Transportes na gestão Kassab, Secretário de Segurança no governo Alckmin e Ministro da Justiça.

Além da vida pública, atuou por anos no direito privado com seu próprio escritório - hoje sob o comando da família - e segue recebendo como professor de Direito na USP e no Mackenzie.

Quanto vale a peça?

Depende de quando a conta foi feita. Uma coisa é o preço de lançamento há mais de uma década (US$ 30 mil); outra bem diferente é a cotação de mercado para um item raro que virou objeto de desejo.

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Na época da polêmica, a assessoria do STF foi procurada pela reportagem, mas não enviou resposta. No fim das contas, a conversa em torno do acessório mostra como funciona o fascinante mundo dos colecionáveis. E sobre o relógio no pulso de Moraes? Bom... o ponteiro até pode ser suíço, mas o bafafá, esse é 100% brasileiro.

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