Os profissionais de psicologia são unânimes: esta é a ferramenta mais importante para salvar a sua relação do desastre
Publicado em 31 de julho de 2026 às 11:03
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Essa técnica foi desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Carl Rogers, que dava grande ênfase à empatia em suas teorias sobre a comunicação.
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Já falamos com você, em alguma ocasião, sobre como muitas vezes é complicado manter um relacionamento. Até mesmo a ciência confirmou que o amor por si só não basta e que é preciso algo mais do que apenas amar um ao outro para que um relacionamento dure.

Poderíamos começar dizendo que a responsabilidade afetiva é imprescindível. E continuar dizendo que conversar diariamente com nosso parceiro é outro elemento indispensável. 

Agora, a psicologia acrescenta a ferramenta mais importante para evitar um rompimento, que, além disso, é uma habilidade que nos servirá em qualquer tipo de relacionamento, seja amoroso ou não: a escuta reflexiva.

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De acordo com a doutora Jessica Griffin, professora de psiquiatria e pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts, e a sexóloga Pepper Schwartz, a escuta reflexiva pode ajudar a salvar qualquer relacionamento do desastre.

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O que é a escuta reflexiva

A escuta reflexiva é uma estratégia de comunicação que busca fazer com que a outra pessoa se sinta ouvida, validada e compreendida. Seu objetivo é entender a ideia do nosso interlocutor e fazer com que ele perceba que o compreendemos.

Essa técnica foi desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Carl Rogers, que enfatizava a empatia em suas teorias sobre comunicação e, especificamente, sobre a escuta ativa — algo que já vimos aqui que pode ser útil na hora de lidar com conflitos.

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Assim como a psicóloga María Esclapez nos explicou a técnica do “banco de neblina”, hoje vamos contar como praticar a escuta reflexiva para evitar que um pequeno conflito se transforme em uma briga em nossos relacionamentos, seguindo os passos explicados por Jessica Griffin e Pepper Schwartz.

Em primeiro lugar, ao conversarmos, devemos fazê-lo em um local tranquilo que nos permita manter contato visual com nosso parceiro. Se tivermos dificuldade em respeitar os momentos em que cada um expressa o que sente, podemos usar algum objeto que sirva como indicador de quem está com a palavra, como uma almofada ou uma xícara, por exemplo. 

Assim, a pessoa com o objeto na mão será quem estiver com a palavra, e a outra pessoa não poderá intervir até que tenha o objeto.

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Buscamos entender o que nosso interlocutor quer nos dizer; portanto, começar com um “quero te entender, me conte o que está acontecendo” nos ajudará a dar início à conversa, mas é importante ouvir com atenção até que a outra pessoa termine. Dessa forma, além disso, podemos nos concentrar no que estão nos dizendo, em vez de pensar no que vamos responder. Vamos praticar a escuta com todos os nossos sentidos.

Preste atenção à linguagem corporal e aos gestos quando a pessoa à sua frente estiver falando. Pense que você está se colocando no lugar dela e usando a empatia; suspiros, revirar os olhos e outras demonstrações não verbais de desacordo ficam de fora.

Para confirmar que você entendeu o que a outra pessoa está dizendo, você pode parafrasear o que seu parceiro diz com frases como “o que você está me dizendo é que isso te magoou” ou “se entendi bem, isso te incomodou”, para citar alguns exemplos.

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É importante entendermos como nosso parceiro se sente, mesmo que achemos que ele não esteja certo. Como já nos explicou a psicóloga Mamen Jiménez, discutir não é algo negativo e podemos aprender a fazer isso da maneira certa, respeitando nosso interlocutor e compreendendo que o que fazemos e dizemos pode afetar o outro, mesmo que não tenhamos agido com má intenção. 

Na verdade, é uma ótima ideia pedir desculpas pelo mal causado com frases como “sinto muito que você tenha se sentido assim” ou “minha intenção não era magoar você, mas agora entendo que o que eu disse te magoou”, por exemplo.

Seja grato em seu relacionamento

Já vimos que ser grato é essencial se quisermos um relacionamento saudável. Na verdade, é um hábito que também faz com que seu parceiro se sinta seguro e amado. Agradeça ao seu parceiro por compartilhar seus sentimentos com você.

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Depois de seguirmos todas essas etapas, é hora de abordar o problema com respeito e carinho, tendo em mente que, juntos, vocês podem resolver a situação. Não se trata de uma guerra em que um dos dois tenha que “ganhar”, mas sim de nos comunicarmos de maneira eficaz para resolver o conflito sem que ele se transforme em um drama, mas sim em uma oportunidade de consertar as coisas.

Não é uma fórmula mágica nem a solução milagrosa, mas encarar os problemas e as discussões a partir de uma perspectiva empática nos ajudará a evitar que esse conflito saia do controle e resulte, por exemplo, no fim do relacionamento. É o que diz a psicologia.

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