Após chamar cantores do BTS de 'claramente afeminados', Pietra Bertolazzi leva fãs à Polícia e compara ataques à 'organização criminosa': 'Cada ameaça está anexada aos arquivos policiais'
Publicado em 24 de julho de 2026 às 15:32
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Entenda a polêmica: caso envolvendo Pietra Bertolazzi e o BTS ganha um novo capítulo após influenciadora divulgar nota com novos detalhes sobre as investigações
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A polêmica envolvendo a influenciadora Pietra Bertolazzi e o grupo sul coreano BTS ganhou um novo capítulo. Depois de ser duramente criticada por comentários feitos durante a apresentação da banda no show do intervalo da final da Copa do Mundo de 2026, a criadora de conteúdo afirmou que passou a sofrer uma série de ataques nas redes sociais e revelou que o caso já está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles, que teve acesso à nota enviada pela influenciadora.

Segundo Pietra Bertolazzi, a repercussão ultrapassou o campo das críticas e passou a envolver supostos crimes, incluindo ameaças, perseguição, fraude e exposição de dados pessoais. Em sua manifestação, ela classificou as ações como parte de uma possível "organização criminosa".

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Como começou a polêmica com o BTS?

O caso teve início após Pietra Bertolazzi comentar a apresentação do BTS durante a final da Copa do Mundo de 2026. Na publicação, posteriormente apagada, a influenciadora chamou os integrantes do grupo de "afeminados" e afirmou sentir "vergonha alheia" ao assistir ao show.

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A declaração provocou forte reação entre os fãs da banda, que passaram a acusá la de xenofobia e homofobia. De acordo com informações publicadas pelo Metrópoles, internautas também compartilharam supostos dados pessoais da influenciadora. Ela afirma ainda que teria sido inscrita como mesária voluntária em diferentes estados nas eleições de outubro e filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) sem sua autorização.

© Reprodução/Instagram, @pietrabertolazzi
Influenciadora afirma que provas já foram entregues à Polícia

Na nota enviada ao Metrópoles, Pietra Bertolazzi afirmou que todas as evidências dos ataques estão sendo reunidas pelas autoridades.

"Nos últimos dias, tornei me alvo de todos os tipos de ataques coordenados por parte do que pode se considerar uma organização criminosa após a manifestação de uma opinião sobre um tema de interesse público e cultural", declarou.

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Ela acrescentou que alguns dos envolvidos já teriam sido identificados durante as investigações conduzidas pela Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo e que essas pessoas poderão responder por crimes como associação criminosa, organização criminosa, fraude eletrônica, invasão de dispositivo informático, falsa identidade, falsidade ideológica, ameaça, perseguição e crimes contra a honra.

Outro trecho da nota chama atenção pela firmeza do posicionamento.

"Todas as provas estão sendo preservadas e organizadas. Cada mensagem, cada perfil, cada cadastro fraudulento, cada tentativa de roubo e cada ameaça está sendo documentada e anexada aos arquivos policiais", escreveu a influenciadora.

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© Getty Images, Carl Recine
O que Pietra respondeu às acusações de xenofobia e homofobia?

Na mesma manifestação, Pietra Bertolazzi voltou a negar que sua publicação tenha sido xenofóbica. Segundo ela, sua crítica foi direcionada "exclusivamente a uma estética específica difundida por parte da indústria do entretenimento contemporâneo" e não ao povo coreano ou a qualquer nacionalidade. Como exemplo, citou o boxeador japonês Naoya Inoue, mencionado anteriormente por ela como referência de masculinidade.

Sobre as acusações de homofobia, a influenciadora afirmou que utilizou o termo "afeminado" apenas para descrever características relacionadas à aparência e à expressão, sem qualquer vínculo com orientação sexual.

Ela também declarou que os ataques recebidos passaram a apresentar "contornos claramente misóginos", com ofensas direcionadas à sua condição de mulher e à sua fé cristã.

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"Divergências de opinião pertencem a um estado livre. Ameaças de morte, perseguição, falsidade ideológica, organização criminosa, fraude, roubo, exposição de dados pessoais e intimidação pertencem ao Código Penal", concluiu Pietra Bertolazzi, informando ainda, conforme a nota divulgada pelo Metrópoles, que não fará novos comentários enquanto as investigações estiverem em andamento.

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