A história de Elton John e da princesa Diana foi marcada por amizade, afastamento, reconciliação e um dos momentos mais emocionantes da história recente da família real britânica. Próximos durante anos, os dois chegaram a ficar alguns meses sem se falar em 1997, mas voltaram a se encontrar pouco antes da morte da princesa, em uma circunstância dolorosa envolvendo o estilista Gianni Versace.
Aos 79 anos, o cantor e pianista britânico já havia encerrado, em 2023, sua "Farewell Yellow Brick Road Tour", que contou com mais de 300 apresentações e sinalizava que ele não voltaria a fazer turnês longas. A passagem pela Cidade do Rock, no entanto, será sua única apresentação no Brasil, marcando o retorno do artista aos palcos brasileiros depois da pausa.
Segundo informações de O Globo, a relação entre o pianista e a mãe do príncipe William e do príncipe Harry começou antes mesmo do casamento da princesa com o atual Rei Charles III. A amizade se fortaleceu ao longo dos anos e também esteve ligada ao envolvimento dos dois com causas beneficentes, especialmente na luta contra a Aids.
Em 1997, uma divergência envolvendo um livro beneficente relacionado a Gianni Versace, estilista que era amigo tanto de Elton John quanto de Diana, provocou um afastamento entre os dois.
O desentendimento fez com que cantor e princesa passassem alguns meses sem contato. A situação, porém, mudaria de maneira inesperada depois de uma tragédia que abalou profundamente os dois: o assassinato de Gianni Versace, em julho de 1997.
Foi justamente durante o funeral do estilista, realizado em Milão, que Diana e Elton John se reencontraram. Na ocasião, a princesa chegou a confortar o cantor, que estava profundamente abalado pela perda do amigo. O encontro acabou representando a reconciliação entre os dois depois do período de afastamento.
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O reencontro entre Elton John e Diana ganhou um significado ainda maior poucas semanas depois. Pouco mais de um mês após o funeral de Versace, a princesa morreu em um acidente de carro em Paris.
Para a despedida de Diana, realizada em 6 de setembro de 1997, Elton John preparou uma homenagem que se tornaria uma das mais lembradas da cerimônia. Ao lado do compositor Bernie Taupin, ele reescreveu a letra de "Candle in the Wind", música originalmente lançada como uma homenagem a Marilyn Monroe.
A nova versão recebeu o nome de "Goodbye England's Rose" e foi apresentada por Elton John durante o funeral da princesa na Abadia de Westminster.
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A apresentação de Elton John durante a cerimônia acabou se transformando em um dos momentos mais emblemáticos do funeral de Diana. A escolha da música e a nova letra deram à despedida uma dimensão ainda mais pessoal, considerando a amizade que existia entre o cantor e a princesa.
Anos depois, Elton John contou que cantar naquele funeral havia sido uma das maiores honras de sua vida. A declaração ajuda a dimensionar o impacto daquele momento para o artista, que havia acabado de se reconciliar com uma amiga que, pouco tempo depois, teria sua vida interrompida de forma trágica.
A trajetória dos dois, portanto, ficou registrada não apenas pela proximidade com a família real ou pelos eventos públicos dos quais participaram, mas também pela ligação em torno de causas humanitárias. A luta contra a Aids era um dos pontos que aproximavam Elton John e Diana, tornando a amizade entre os dois ainda mais significativa.
Entre uma briga, uma perda e uma reconciliação que aconteceu em meio ao luto, a história dos dois ganhou um capítulo definitivo em 1997. E foi justamente Elton John, ao cantar "Goodbye England's Rose" na despedida da princesa, quem ajudou a transformar aquela amizade em uma das lembranças mais marcantes daquele período.
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