O Pilates é muito mais do que um simples treino! Cada vez mais pessoas aderem a essa atividade não só por todos os benefícios que oferece, mas também porque as aulas são bastante envolventes.
Talvez você ache que esse exercício não é para você, mas a verdade é que existem muitas modalidades de pilates diferentes - e temos certeza de que alguma delas acabará te convencendo a experimentar.
A popularidade do pilates disparou recentemente - o que não surpreende, pois ele combina movimentos controlados, respiração consciente e muita precisão para trabalhar o corpo de dentro para fora. Resumindo: ativa todos os músculos do corpo enquanto você se move. O resultado é um corpo mais esguio e posturado, como o de uma bailarina.
O nome vem de Joseph Pilates, responsável por criar esse método no início do século XX. Ele era uma criança bem fraca e doente, o que o ajudou a criar uma abordagem pelo controle do movimento. Alemão, Joseph foi internado em um campo de concentração na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial.
Foi lá que, trabalhando como enfermeiro, desenvolveu seu método de treinamento para reabilitação de doentes, principalmente os com mais dificuldade para se movimentar. Ele projetou uma série de aparelhos com peças móveis e resistências com molas, que evoluíram até as versões sofisticadas que usamos hoje nas academias de pilates.
Ao fim da guerra, Joseph se mudou para Nova York e abriu seu próprio estúdio próximo à Broadway. Isso fez com que muitos bailarinos que se apresentavam por lá passassem a trabalhar com ele, melhorando postura, força e flexibilidade sem risco de lesões. Após sua morte, sua esposa Clara assumiu o estúdio de pilates. Mais tarde, aqueles que haviam sido seus alunos passaram a abrir seus próprios estúdios.
O pilates clássico é a versão mais pura do método de Joseph Pilates. Ele segue uma sequência fixa de exercícios com uma ordem muito específica que não muda. Além disso, cada movimento tem um propósito dentro da sessão. A técnica é muito exigente, e o posicionamento do corpo é crucial em cada postura, já que a precisão é indispensável.
No pilates clássico, o uso de aparelhos como o reformer, o cadillac ou a cadeira seguem padrões bem definidos. Tudo é pensado para trabalhar o corpo de forma equilibrada e progressiva. Basicamente, podemos dizer que sua estrutura é inalterável e que as coreografias são sempre respeitadas, ideal para quem busca profundidade e disciplina.
Já o pilates moderno oferece um pouco mais de flexibilidade. Ele mantém os princípios essenciais de controle, respiração e fluidez, mas permite adaptar os exercícios às necessidades de cada pessoa. Não há uma sequência rígida, de modo que os instrutores podem modificar as aulas e fazer variações de acordo com o nível dos alunos.
O pilates moderno também se destaca por incorporar novos materiais aos exercícios, como faixas elásticas, discos ou a fitball. Sem dúvida, é uma prática mais versátil e acessível para quem está entrando nesse mundo. Além disso, existem muitos tipos diferentes para que você escolha aquele que melhor se adapta ao seu estilo.
A seguir, listamos os tipos de pilates que mais fazem sucesso atualmente
O Reformer é o aparelho mais icônico do pilates. Trata-se de uma espécie de cama deslizante com molas que aumentam a resistência e tornam cada movimento mais intenso e consciente. Ele trabalha todo o corpo com fluidez, combinando força e controle. Versátil, é o favorito tanto para iniciantes quanto para quem busca um treino mais desafiador.
O Cadillac (ou trapézio) pode parecer intimidador de início por sua estrutura elevada com barras, molas e correias. Nele, você pode realizar os exercícios que faz na Reformer, assim como outros em suspensão. Essa máquina pode ser um pouco mais complicada para iniciantes, mas também é uma das preferidas para reabilitação ou para melhorar a mobilidade e o alinhamento das costas.
A cadeira de Pilates pode enganar no início, te fazendo acreditar que é uma das opções mais fáceis. Porém, geralmente é o contrário. Ela tem um sistema de pedais e molas que exige muita estabilidade, força e precisão na execução de cada movimento. É a favorita para quem busca elevar o nível na prática de Pilates.
O Hot Pilates é a versão mais intensa dessa disciplina. Ele é praticado em salas com temperatura muito elevada (normalmente de 30°C a 40°C) e com umidade controlada (em torno de 40 - 50 %), ideal para potencializar o trabalho muscular e a flexibilidade. Todo esse calor faz com que o corpo aqueça mais rápido, tornando os músculos mais maleáveis e ganhando flexibilidade.
A prática tem um nível de dificuldade maior, pois exige um esforço cardiovascular extra. Por isso, é perfeita para perder peso e tonificar os abdominais e a região do core. Porém, é preciso ter cuidado com a desidratação e ficar atento às reações do corpo a cada exercício.
Talvez seja a disciplina que mais se assemelha às audições do Cirque du Soleil, razão pela qual é a preferida de quem busca um tipo de pilates mais artístico. Visualmente, supera qualquer uma das anteriores, já que é praticado com um tecido no teto, desafiando a gravidade e mudando completamente a forma de se movimentar. O corpo fica suspenso e é preciso uma fluidez quase acrobática, com exercícios que fortalecem o core, melhoram a mobilidade e aliviam a coluna.
É a fusão perfeita entre pilates e ioga, pois combina a precisão e o trabalho do core com a fluidez e o controle da respiração. O resultado é uma prática ideal para fortalecer os músculos do corpo sem rigidez, além de ajudar a alongá-lo. Ideal para quem busca um pilates um pouco mais suave, mas igualmente eficaz, pois, embora incentive a diminuir o ritmo do corpo, também trabalha o seu fortalecimento.
Perfeito para fazer na sala de estar de casa, já que você só precisa de uma parede como ponto de apoio, sem academia ou uma infinidade de aparelhos. É uma modalidade simples, acessível e eficaz - perfeita para começar no pilates independentemente da sua idade. Sem dúvidas, é uma ótima opção para melhorar a flexibilidade, a postura corporal e a força na região central do corpo.
É um exercício mais acessível, mas igualmente exigente em termos de concentração e controle corporal. Cada movimento é executado sentado em uma cadeira, mas o core e o alinhamento das costas continuam sendo trabalhados (além da força, do equilíbrio e da flexibilidade). Embora pareça simples, cada exercício exige uma consciência total do corpo.
Seja qual tipo de Pilates que você escolher, todos seguem seis princípios: fluidez, para evitar movimentos bruscos e forçados; precisão, para executar cada exercício com exatidão; concentração, para conectar corpo e mente; controle, que é a essência do método e garante que tudo seja feito de forma consciente; trabalho do centro, que ativa o core e o mantém como eixo de força e estabilidade; e, por fim, a respiração, que marca o ritmo.
Praticar pilates não é o mesmo que correr uma maratona, mas isso não significa que você não queime calorias. A intensidade varia dependendo da aula. Uma sessão normal pode durar entre 50 e 60 minutos, durante a qual se queima entre 200 e 400 calorias.
Existem modalidades, como o hot pilates ou o pilates aéreo, que podem queimar ainda mais devido ao calor ou ao esforço extra para manter o corpo em suspensão.
Para notar resultados sem exagerar nos treinos ou perder a motivação, o ideal é praticar pilates entre 2 e 4 vezes por semana. Com duas sessões, já se começa a notar melhorias na postura, na força e na flexibilidade. Com três ou quatro, os resultados são mais rápidos.
Como em qualquer disciplina, a constância vale mais do que a intensidade. É melhor fazer rotinas regulares e controladas do que tentar fazer uma aula todo dia. Além disso, você pode combinar o pilares com algum exercício de cardio, o que nunca é demais.
Embora seja uma prática bastante segura e adaptável, o pilates não é indicado para todos. Pessoas com lesões graves recentes, fraturas, hérnias importantes ou problemas agudos na região da coluna devem evitar aulas por conta própria. O ideal é praticar somente com a autorização de um profissional de saúde.
Além disso, se você tem pressão arterial alta, problemas cardíacos ou tonturas intensas, é melhor evitar modalidades como o hot pilates ou o pilates aéreo, onde a intensidade ou as altas temperaturas podem representar um desafio adicional.
Em geral, a regra é sempre ouvir o corpo e não levá-lo ao limite quando percebermos que ele não aguenta mais. Se sentir dor em um exercício, não continue com esse movimento, pois o pilates busca fortalecer e equilibrar o seu corpo sem causar riscos desnecessários.