Nem tinta, nem química cara: o antioxidante presente no brócolis e na cenoura que impede os cabelos grisalhos de vez
Publicado em 17 de julho de 2026 às 11:02
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Um antioxidante presente em alguns vegetais poderia inibir esse processo pelo qual se formam os cabelos brancos
Veja + após o anúncio

Para alguns, os cabelos brancos são um símbolo da passagem dos anos, da sabedoria e da maturidade; mas, para muitos outros, são um incômodo, pois não se sentem à vontade com esses primeiros fios brancos que, mais cedo ou mais tarde, começam a surgir em todos nós. É uma lei da vida.

Mas por que isso acontece? Parece que a perda de melanina se deve a uma reação química que altera o funcionamento normal e provoca a diminuição da enzima MSR, responsável por neutralizar o peróxido de hidrogênio gerado durante o metabolismo; essa enzima, por sua vez, inibe outra enzima, a tirosinase, que é indispensável para a produção de melanina.

Isso faz com que novos fios cresçam sem pigmento e, portanto, dão origem aos chamados cabelos brancos. No entanto, um novo estudo parece ter descoberto a solução para esse problema: pesquisadores da Universidade de Nagoya, no Japão, afirmam que um antioxidante poderia inibir esse processo pelo qual se formam os cabelos brancos.

Veja + após o anúncio
Veja também
Olga G. San Bartolomé, cabeleireira: 'Este é o corte ideal se você tem cabelos grisalhos e percebe que seu cabelo perdeu movimento, volume ou vitalidade'
O que a pesquisa identificou?

A pesquisa identificou a luteolina, presente em vegetais como brócolis, cenouras, cebolas e pimentões, como um possível anticâncer. Especificamente, esse estudo analisou três antioxidantes — a luteolina, a hesperetina e a diosmetina —, cujos efeitos antienvelhecimento foram avaliados em camundongos criados de acordo com o mesmo processo que ocorre nos seres humanos, responsável pelo aparecimento dos cabelos grisalhos.

A diferença foi a seguinte: os que receberam luteolina mantiveram o pelo preto, enquanto os demais foram adquirindo a cor cinza. “Esse resultado foi surpreendente. Embora esperássemos que os antioxidantes também pudessem ter efeitos antienvelhecimento, apenas a luteolina — e não a hesperetina nem a diosmetina — demonstrou efeitos significativos. 

Essa descoberta sugere que a luteolina pode ter um efeito medicinal único que previne o envelhecimento capilar”, comentou um dos autores, o professor Masashi Kato, em um comunicado sobre o estudo.

Veja + após o anúncio

Isso se deve à ligação que parece existir entre os efeitos antienvelhecimento da luteolina e a influência das endotelinas, que desempenham um papel fundamental na comunicação celular. “Curiosamente, a luteolina teve efeitos limitados nos ciclos capilares, o que indica que seu impacto principal está na pigmentação, e não no crescimento ou na queda do cabelo”, ressalta o professor Kato.

Este estudo, portanto, lança luz sobre o uso da luteolina, que, além de estar presente nos vegetais mencionados anteriormente, também está disponível para uso tópico e oral, o que poderia ser adequado para um futuro tratamento contra os cabelos grisalhos que surgem devido ao envelhecimento. E, com isso, os autores vão ainda mais longe, abrindo caminho para pesquisas sobre outras alterações provocadas pela idade, como, por exemplo, a calvície.

Últimas Notícias
Últimas Notícias
Tendências
Todos os famosos
Top notícias da semana