Este acessório prático no dia a dia, os prendedores de cabelo podem se tornar perigosos e até letais ao volante; entenda
Publicado em 29 de setembro de 2025 às 21:20
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Neurocirurgião explica como piranhas de cabelo podem causar lesões graves em acidentes de trânsito; veja as alternativas seguras para prender os fios sem arriscar a saúde
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Um acessório que parece inofensivo no dia a dia está chamando atenção nas redes sociais e preocupando especialistas. As presilhas e piranhas de cabelo, tão práticas para prender os fios, podem se transformar em verdadeiras armadilhas em caso de acidente de trânsito. A coluna da jornalista Ilca Maria Estevão, no Metrópoles, trouxe o alerta e consultou profissionais de saúde que reforçam os riscos desses itens aparentemente simples.

Por que as presilhas são perigosas?

Além de ajudarem a compor o visual, as presilhas fazem parte da rotina de muitas mulheres, especialmente para quem busca praticidade. Mas, segundo especialistas, em situações de colisão, o impacto da cabeça contra o encosto do banco pode transformar o acessório em um objeto perfurante.

Em entrevista à coluna, o neurocirurgião Guilherme Rossoni explicou que “quando ocorre um acidente de trânsito e colisões, especialmente aquelas em que há impacto na região posterior da cabeça contra o encosto do banco, as presilhas mais rígidas podem agir como verdadeiros objetos perfurantes, causando lacerações no couro cabeludo, fraturas cranianas e, em casos mais graves, até penetração intracraniana, dependendo da força do impacto e do tipo de material do acessório”.

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O perigo está no material do acessório

A preocupação não se limita apenas aos modelos metálicos. As versões de plástico rígido, muito comuns no mercado, também apresentam risco, pois podem se partir com o impacto e formar fragmentos cortantes capazes de ferir o crânio e áreas próximas da cabeça.

De acordo com Rossoni, “mesmo presilhas de plástico mais frágeis podem se quebrar com o impacto e gerar fragmentos cortantes, o que também representa perigo em situações de acidente”.

Alternativas seguras para o dia a dia

Nas redes sociais, diversas internautas já discutem o tema e levantam soluções práticas. Muitas sugerem trocar as presilhas por elásticos ou scrunches, tendência que também ganhou força na moda. O médico confirma a indicação: acessórios de tecido ou elásticos simples não representam riscos relevantes em caso de colisão.

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“São cuidados que, muitas vezes, nem prestamos atenção nos detalhes, porém, podem fazer grande diferença na gravidade de um eventual acidente”, destacou o especialista.

O alerta serve de reflexão para todas que gostam de manter os fios presos, mas não querem abrir mão da segurança. Em vez de carregar as presilhas no cabelo enquanto dirige, a sugestão é simples: deixe-as no porta-luvas e utilize elásticos mais flexíveis durante o trajeto. Assim, é possível manter a praticidade sem comprometer a saúde em situações inesperadas.

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