A maioria das pessoas pensa que a pior coisa que se pode fazer num casamento é trair, mas a psicologia diz que estes 7 atos diários de desrespeito destroem a intimidade mais rapidamente do que a infidelidade — são tão normalizados que muitos sequer os reconhece como prejudiciais
Publicado em 30 de março de 2026 às 16:30
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
Conheça essas 7 ações que podem acabar com a relação e são piores que a traição
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Na novela 'Três Graças', exibida atualmente no horário nobre da Globo, o rompimento entre Kasper (Miguel Falabella) e João (Samuel Assis) escancara um ponto que vai muito além da grande mentira que abalou o casal. 

Sim, o estopim foi grave: Kasper escondeu que havia roubado uma escultura com a ajuda de Bagdá (Xamã) e, quando a polícia apareceu, os dois acabaram indiciados. A decepção foi imediata, e João decidiu colocar um ponto final na relação.

Mas, na vida real, o verdadeiro desgaste raramente acontece por um único evento. Segundo a psicologia, o verdadeiro assassino da intimidade geralmente não é a traição, e sim, sete atitudes que corroem lentamente uma relação.  Veja os principais!

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Pior que a traição: 7 ações que acabam com uma relação
1) Phubbing (ignorar o telefone)

Situação horrível quando uma pessoa recebe uma ligação e ignora, deixando a outra a dúvida sobre quem é que ele não quer atender. Isso se tornou tão comum que os pesquisadores tiveram que criar uma palavra para descrever o fenômeno: phubbing, ou ignorar o telefone.

Estudos mostram que 70% das pessoas relatam que o phubbing prejudica seriamente seus relacionamentos, mas quase todo mundo o pratica.

A mensagem que o phubbing transmite é simples: o que está nesta tela importa mais do que o que você está dizendo agora.

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Se isso acontecer com frequência suficiente, as pessoas pararão de compartilhar as coisas que importam.

2) Invalidação emocional disfarçada de positividade

Essas frases são um perigo: “Você não deveria se sentir assim.”; “Veja o lado bom das coisas.”;“Pelo menos você tem um emprego.” e “Outras pessoas estão em situação pior.”

Seu parceiro compartilha um medo, uma frustração, um momento de tristeza, e em vez de estar presente nesse momento, você imediatamente tenta resolver ou minimizar a situação.

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A pesquisa é clara sobre isso: as pessoas precisam que suas emoções sejam validadas antes de conseguirem lidar com elas.

3) Revirar de olhos e suspiros de desprezo

A pesquisa do Dr. John Gottman identificou o desprezo como o fator mais forte para o divórcio.

Essas microexpressões de superioridade e repulsa são mais prejudiciais do que a maioria das discussões, porque comunicam algo fundamental: eu não te respeito.

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4) A contagem de pontos disfarçada de imparcialidade

Manter um registro parece lógico, mas relacionamentos não são planilhas, e no momento em que você começa a contabilizar quem faz o quê, vocês passam de parceiros a oponentes.

Quando você está contabilizando pontos não está prestando atenção ao contexto, ao esforço emocional ou às maneiras invisíveis pelas quais seu parceiro contribui. O objetivo é que ambas as pessoas se sintam apoiadas.

5) Incompetência estratégica

Fingir que não sabe de nada sobre tarefas que não quer fazer tornou-se tão comum que agora fazemos piada disso. A frase “Você lida muito melhor com a sua família.” representa isso.

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Essa é uma forma de manipulação que força seu parceiro a realizar a tarefa por conta própria ou a gastar uma energia infinita gerenciando você durante todo o processo.

Pesquisas mostram que essa dinâmica, em que um dos parceiros se torna o "gerente" das tarefas domésticas e emocionais, é uma das principais causas de desgaste nos relacionamentos.

6) Sabotagem pública apresentada como humor

Normalizamos o ato de transformar nossos parceiros em alvo de piadas em situações sociais, como, por exemplo, “Meu marido e as piadas de tiozão dele.”

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Os danos causados por esses momentos duram muito mais tempo do que uma risada barata.

7) Evitar conflitos através do afastamento silencioso

Ignorar o problema dá a sensação de estar mantendo a paz. Ou seja, atitudes como ficar em silêncio, sair da sala ou se enterrar no trabalho são prejudiciais.

Quando você se recusa sistematicamente a lidar com os problemas do casal, está enviando uma mensagem clara: este relacionamento não vale o desconforto de resolver os problemas.

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Conclusão

No fim, a história de Kasper e João serve como um alerta: não são apenas as grandes mentiras que destroem um relacionamento, mas tudo aquilo que vai sendo negligenciado no dia a dia.

Concluindo, faça uma pausa antes de descartar os sentimentos do outro com positividade automática. O caminho de volta à intimidade não passa por grandes gestos ou soluções milagrosas. É o acúmulo de pequenos momentos em que você escolhe se voltar para o seu parceiro — e não se afastar.

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