Carl Jung, pioneiro da psicologia profunda: 'O encontro entre duas pessoas é como o contato entre duas substâncias químicas: se houver alguma reação, ambas se transformam'
Publicado em 10 de abril de 2026 às 15:50
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
Psicologia aponta transformações quando há conexões entre pessoas, mesmo que sejam durante poucos minutos; saiba mais
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Em um mundo marcado por conexões rápidas e, muitas vezes, superficiais, a psicologia chama atenção para algo essencial: quando duas pessoas realmente se conectam, algo muda, mesmo que esse encontro dure apenas alguns minutos. 

Não é preciso uma relação longa ou intensa para que haja transformação na vida de alguém. Isso porque, às vezes, uma simples conversa é suficiente para deixar marcas profundas.

Um exemplo recente pode ser observado dentro do 'BBB 26', com as participantes Jordana e Marcielle. Em meio à pressão do jogo e à desvantagem do grupo Voar, definido pelas sistes, elas desenvolveram uma conexão baseada em apoio mútuo e troca de estratégias. 

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Mais do que alianças típicas de reality show, o que se vê é uma sintonia que fortalece emocionalmente. Em momentos de fragilidade, elas encontram uma na outra um ponto de equilíbrio.

O psiquiatra Carl Jung, fundador da psicologia analítica, já refletia sobre a ideia de encontros que geram transformações.

“O encontro de duas pessoas é como o contato de duas substâncias químicas : se houver alguma reação, ambas se transformam”. A frase, presente na obra 'O Homem Moderno em Busca de uma Alma' (1933), não se limita ao amor ou da amizade. Jung pensava, inicialmente, na relação entre terapeuta e paciente, mas toda interação humana carrega potencial de mudança.

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Para ser mais específico, Jung dizia: "Você não pode exercer influência sobre alguém se não for suscetível à influência”. É justamente nesse espaço, onde duas pessoas se permitem ser afetadas, que nasce a transformação.

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A importância das conexões

Jung também alerta para outro ponto importante: muitas vezes, não enxergamos o outro como ele realmente é, mas sim como uma projeção de nossos próprios desejos, medos e expectativas. 

Quanto menor o autoconhecimento, maior a chance de distorcer o outro. Por isso, ele destaca que quanto mais conscientes somos de nossos próprios limites e inseguranças, mais saudáveis tendem a ser nossas relações.

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Essa visão se relaciona diretamente com o filósofo Martin Buber, que afirmou: “Toda a verdadeira vida é encontro”. A frase resume a ideia de que é na relação com o outro que a vida ganha profundidade e significado. 

Na mesma linha, o psicólogo Carl Rogers, um dos principais nomes da psicologia humanista, também destacou o impacto de ser verdadeiramente ouvido: "Quando alguém realmente te ouve, sem te julgar, sem tentar te moldar, a sensação é incrivelmente boa". Esse tipo de escuta cria um espaço raro de acolhimento — e, muitas vezes, é nesse espaço que as maiores mudanças acontecem.

No fim das contas, conexões verdadeiras não precisam ser longas para serem significativas. Em um cenário onde tudo é rápido e descartável, talvez o maior valor esteja justamente nesses momentos raros em que duas pessoas realmente se encontram.

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