Já aconteceu com você? Uma mesa repleta de amigos, conversas agradáveis, clima de animação e intimidade… Mesmo assim, tudo o que você mais gostaria era de estar em casa, sozinho. Alegar um falso cansaço é a resposta mais socialmente aceitável para justificar seu comportamento naquele momento.
Hoje, a Psicologia já encabeça pesquisas que validam esse tipo de sentimento, que não deve ser reduzido a ser antipático ou antissocial.
Um estudo revelou que pessoas que optam ativamente pela solidão relatam níveis mais altos de satisfação com a vida do que aquelas que se sentem obrigadas a manter relações sociais contra a própria vontade.
Isso nos convida a uma mudança de perspectiva: quando estar sozinho é uma escolha pessoal e não é mais encarado como um fracasso social. Uma pesquisa encabeçada pela Dra. Thuy-vy Nguyen, da Universidade de Durham, revela que a solidão ativa as mesmas vias neurais associadas à criatividade e à autorreflexão que a meditação.
Seu cérebro precisa de momentos de silêncio para processar experiências e consolidar memórias. É algo que vale até para os mais extrovertidos. Mesmo as pessoas que se sentem 100% confortáveis com o contato social se beneficiam da chamada “solidão intencional”, ou seja, aquele momento que você tira para passar consigo.
Solidão é quando você está sozinho e sente falta de alguma companhia. A solitude é saber estar sozinho porque aprecia a própria companhia - o problema é que, muitas vezes, a sociedade encara isso como uma falha, quando pode ser solução para muitas questões.
Com o pensamento enraizado de que estar sozinho é sinônimo de fracasso, muitas pessoas “empurram com a barriga” relações românticas e até mesmo parentais e de amizade que não lhe fazem bem.
O cenário piora com a popularização das redes sociais, feitas para imprimir a falsa ideia de que estão todos felizes e muito bem acompanhados. Mas é necessário entender que ter alguém por perto fisicamente não é garantia de uma conexão genuína e saudável.
Abraçar a solitude não significa se isolar do mundo e ignorar todas as possibilidades de interação social. É apenas criar espaço para momentos pessoais de tranquilidade. Quando você para de se desculpar por precisar de espaço, você dá permissão para que os outros também respeitem as suas necessidades.
• Estabeleça limites para sua disponibilidade sem culpa: você não precisa estar à disposição do outro sempre;
• Recuse convites que não combinam com sua energia: dizer “não” educadamente é mais válido do que ir a um local sem vontade e deixar essa falta de vontade transparecer;
• Crie hábitos sozinho que nutram seu espírito;
• Enxergue o tempo sozinho como produtivo,;
• Reconheça quando você precisa de isolamento para recarregar as energias.
(com informações do Global English Editing)