A fundamental lição de Rafa Guerrero, psicólogo, sobre a relação entre irmãos: 'O número que eu ocupo dentro da minha família é muito importante'
Publicado em 26 de outubro de 2026 às 14:27
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Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
O especialista reflete sobre a relação entre irmãos: 'Muito importante o lugar que ocupo dentro da minha família'
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Quando falamos na personalidade de uma pessoa estamos nos referindo à forma como aquele indivíduo se relaciona com o que está ao seu redor. E o desenvolvimento dessa pessoa adquirido através de suas experiências e questão genética. É por essa razão que temos a ideia de que irmãos tenham características muito parecidas.

Acontece que esse achismo em nada se parece com a realidade. O fato de crescer no mesmo ambiente, na mesma casa e passar pelas mesmas experiências não vai levar duas pessoas a agirem de maneira semelhante.

Crescer em mesma família

Essa questão foi levantada na web pelo psicólogo Rafa Guerrero. "Mesma família. Mesma casa. Mesma infância? Não necessariamente", apontou o especialista. "Sempre nos perguntamos por que dois irmãos que cresceram e viveram na mesma casa, na mesma família, são completamente diferentes. Por que, inclusive, podem chegar a ser opostos", acrescenta.

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Na visão do profissional, "crescer na mesma família não significa vivenciá-la da mesma maneira". O que o psicólogo quer dizer com isso? "Dois irmãos podem crescer juntos, terem os mesmos pais e viverem muitas experiências juntos e, mesmo assim, se tornarem adultos completamente diferentes. E em alguns casos, serem opostos"

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'Cada filho um lugar'

Ainda de acordo com o especialista, durante a fase criança e avaliando irmãos que crescem na mesma casa, "cada filho ocupa um lugar diferente, tem seu próprio temperamento e estabelece vínculos particulares com aqueles que o cercam. E nós, como pais, também não nos relacionamentos exatamente da mesma forma como cada um de nossos filhos".

É por isso que na visão do psicólogo, "compreender tais diferenças nos permite olhar para a infância com mais profundidade e entender por que não existe uma experiência única dentro de uma mesma família". Diante desse cenário, "existem tantas variáveis que nos fazem crescer, nos desenvolver e nos tornar adultos que, se não forem levadas em conta, acabam nos deixando muito diferentes uns dos outros".

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O psicólogo aponta também: "não é a mesma coisa ser o irmão mais velho ou o mais novo. Não é a mesma coisa ter um temperamento ou outro. É muito importante a posição que ocupo dentro da minha família".

Fatores e suas influências

Não se pode esquecer de um detalhe fundamental. "Nós, mães e pais, criamos vínculos e nos relacionamentos com nossos filhos de maneiras muito diferentes. Não nos relacionamos da mesma forma com o mais velho e com o mais novo... Não nos relacionamos da mesma forma com a menina e com o menino", reforça o especialista.

Dessa forma, os pais dão uma contribuição que acaba por ser fundamental para que os filhos desenvolvam suas próprias personalidades. Em outras palavras, "tem muito a ver também com os estereótipos, com os nossos medos; tem a ver, é claro - do ponto de vista dos adultos -, com os nossos traumas, com as nossas angústias, com as nossas preocupações".

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A conclusão do psicólogo acaba por ser essa: "Por isso, duas crianças que crescem na mesma família podem acabar sendo muito, mas muito diferentes".

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