Guilherme Triches, dermatologista, sobre o melhor tratamento para cada tipo de queda de cabelo: 'A investigação começa pela história clínica, pelo exame do couro cabeludo e pela tricoscopia'
Publicado em 30 de outubro de 2026 às 18:11
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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Terapias regenerativas podem complementar os cuidados capilares, mas a indicação depende da causa da queda e das estruturas preservadas
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Ver mais fios no ralo pode despertar a vontade de experimentar o tratamento mais moderno disponível. Antes de escolher uma tecnologia, porém, é preciso entender o que está provocando a queda.

Segundo Guilherme Triches, médico da Onne Clinic, no Rio de Janeiro, com atuação em dermatologia clínica e cirúrgica, a medicina regenerativa capilar amplia as possibilidades de cuidado, mas deve integrar um plano individualizado.

O que essas terapias fazem

A proposta é melhorar as condições ao redor dos folículos, estruturas onde os fios se desenvolvem, favorecendo seu funcionamento e contribuindo para a espessura e a qualidade do cabelo. Existe, no entanto, um limite:

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“A medicina regenerativa não cria novos folículos nem recupera aqueles que já foram completamente destruídos”, explica Triches.

Assim, a indicação depende principalmente da causa da queda e da presença de folículos viáveis, e não de o cabelo ser liso, ondulado ou cacheado.

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Quais são as opções estudadas

Entre as estratégias mais estudadas está o plasma rico em plaquetas (PRP), que utiliza sangue do próprio paciente para concentrar plaquetas e seus fatores de crescimento. 

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Segundo o médico, estudos apontam benefícios para parte dos pacientes, principalmente na alopecia androgenética, associada à predisposição genética e à ação hormonal.

Também são estudados lasers de baixa potência e LEDs, que buscam estimular a atividade das células, além de lasers fracionados e microagulhamento. Já a microinfusão de medicamentos na pele (MMP) e a mesoterapia permitem a aplicação localizada de substâncias.

Como escolher o tratamento

“Queda de cabelo é um sintoma, e não um diagnóstico”, ressalta Triches.

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Alterações hormonais, deficiências nutricionais, inflamações e predisposição genética estão entre as possíveis causas.

“A investigação começa pela história clínica, pelo exame do couro cabeludo e pela tricoscopia”, explica o médico.

Esse último exame permite observar os fios e o couro cabeludo com ampliação, ajudando a avaliar a condição dos folículos. Em alguns casos, exames laboratoriais ou uma biópsia também podem ser necessários.

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Com o diagnóstico, é possível escolher o tratamento principal e avaliar quais procedimentos podem complementá-lo. Algumas abordagens, como o uso de células-tronco e exossomos, ainda precisam de estudos maiores e de longo prazo para esclarecer seus benefícios e riscos.

A escolha deve priorizar as necessidades de cada pessoa, já que combinar mais tecnologias não garante necessariamente melhores resultados.

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