Um valioso e item raro que pertenceu a Pelé (1940-2022) irá a leilão nas próximas semanas no Leblon, Zona Sul do Rio. E não se trata nem de uma camisa do Santos e nem uma bola do "Atleta do Século" morto há quase quatro anos por complicações de um câncer e sim de algo que está totalmente longe do futebol.
O que será leiloado é um violão que pertenceu a Pelé. A disputa pelo objeto histórico e colecionável se dará no Jardim Pernambuco, naquele bairro carioca, e será promovido por Ernani Leiloeiro. O instrumento marca Ângelo Del Vecchio (Casa Del Vecchio) foi confeccionado entre os anos 1940 e 1950 - ou seja, com grande chance de ter saído da fabrica antes do jogador conquistar seu primeiro de três títulos da Copa do Mundo (venceu em 1958, 1962 e 1970).
O lance mínimo é de R$ 25 mil, mas a avaliação do objeto musical é do dobro: R$ 50 mil. É o neto dos antigos profprietários quem colocou à venda o violão. Pelé utilizou uma chave para deixar sua assinatura no instrumento em 1966, durante uma das concentrações da Seleção brasileira.
A informação é do colunista Ancelmo Gois, do jornal "O Globo", nesta quinta-feira (16). Vale lembrar que naquele ano, o Brasil disputou a Copa realizada na Inglaterra, com título indo para o país-sede, mas foi eliminado na primeira fase - ainda não havia a etapa de oitavas de final e apenas 16 seleções disputaram o caneco.
Ao todo, Pelé fez 1.283 gols, sendo 95 pelo Brasil. Destes 95, 12 em Copas do Mundo.
Já que falamos da Copa do Mundo, a final do atual Mundial acontece nesse domingo (19, 16h de Brasília) e põe frente a frente Espanha (vencedora em 2010) e Argentina (campeã em 1978, 1986 e 2022). Os espanhois despacharam a França logo no dia do feriado nacional mais importante para o país de Mbappé, enquanto os argentinos venceram de virada a Inglaterra com a "presença" de Maradona (1960-2020).
Caso o time de Messi saia vencedor, a equipe que vem levantando suspeitas de possível favorecimento pela Fifa vai igualar feito alcançado apenas por Itália e Brasil: vencer duas Copas seguidas. Os europeus fizeram isso em 1934 e 1938, enquanto os brasileiros em 1958 e 1962.