Nesta quinta-feira (23), o tapete vermelho no Theatro Municipal do Rio não foi só uma pré-estreia: foi um verdadeiro "teste de sobrevivência" fashion. Sem Meryl Streep ou Anne Hathaway por perto, o peso de manter o "padrão Runway" caiu no colo das nossas celebridades! E a pergunta que não quer calar nos corredores era uma só: o que Miranda Priestly diria disso aqui?
Entre escolhas de mestre e algumas ousadias que fariam a editora-chefe levantar a sobrancelha, aqui está o que rolou de melhor (e de mais polêmico) na noite:
Sabrina não chega, ela comunica. Com um Marc Jacobs escultural em fúcsia avaliado em R$ 10 mil, ela parecia uma flor desabrochando diante dos flashes. O drama dos drapeados com o contraste "fetiche chic" das luvas de couro e meia-calça preta foi o xeque-mate da noite! Simplesmente icônica (e não choca).
Qual seria o veredito de Miranda? Provavelmente a (des)querida ficaria em silêncio absoluto por alguns minutos, seguido de um olhar de aprovação. Apenas isso, viu? Para ela, é o equivalente a ganhar um Oscar! No universo dela, é o mais alto elogio possível.
Pedro tentou quebrar o protocolo com um mix de jaqueta cropped, gravata, calça baggy cáqui volumosa e um boné dos Chicago Bulls. É urbano, é moderno, mas… estamos no Municipal.
A ideia de misturar streetwear com alfaiataria está ali, mas entra o fator Miranda: não basta ser tendência, precisa fazer sentido no cenário. Talvez ela inclinasse o olhar, analisasse por alguns segundos… e simplesmente seguisse. E, no vocabulário da diva, isso já é um baita veredito!
Tati Quebra Barraco levou autenticidade ao limite com uma camiseta oversized estampada com “Proibido Fumar”, combinada a luvas de tule, legging com transparência e botas de sola robusta.
É provocativo, direto e sem concessões. Miranda provavelmente soltaria uma observação ácida sobre “falta de refinamento”, mas dificilmente ignoraria a força da identidade. E, na lógica da moda, ser inesquecível já é meio caminho andado!
Caroline Trentini entregou exatamente o que se espera de uma première desse porte: high fashion. O conjunto em rosa pastel, com camadas de tule, babados verticais e construção precisa, cria uma silhueta fluida e, ao mesmo tempo, arquitetônica.
A flor gigante no pescoço - tendência nas passarelas - e o blazer cropped estruturado elevam ainda mais o visual. Aqui não há dúvida: é editorial, é técnico e é atual. Miranda provavelmente olharia duas vezes... o que, pode ter certeza, é uma vitória épica!
Isabeli Fontana apostou no glamour clássico com um vestido tomara que caia, ajustado ao corpo e coberto por paetês em preto e prata, criando um jogo de luz elegante e imediato. Sem excessos, o look reforça uma sofisticação segura, daquelas que não precisam de esforço para funcionar. Para Miranda, talvez um seco e objetivo: "Funciona". Sem fogos de artifício, mas sem erros.
Gabriela Loran trouxe a estética “office siren” com um toque contemporâneo. O blazer estruturado em contraste com a minissaia plissada cria um jogo de proporções interessante, enquanto os scarpins metalizados e os maxibrincos adicionam personalidade.
É moderno e consciente. Miranda talvez questionasse o comprimento da saia, mas reconheceria a intenção... e intenção bem executada sempre conta pontos.
Samuel de Assis apostou em uma alfaiataria fluida e experimental: camisa de seda estampada oversized, calça acetinada e acessórios em tons quentes.
A proposta é contemporânea, mas se afasta do esperado para o contexto. Miranda, pouco paciente com excessos fora de lugar, provavelmente resumiria tudo com um comentário curto e nada animador. Não é erro, é desalinhamento. Ui! Ainda bem que ela não é "real", não é mesmo? O divo arrasou, do jeitinho dele, convenhamos...
No fim das contas, a première de "O Diabo Veste Prada 2" mostrou que o verdadeiro show acontece antes das luzes do cinema acenderem. Entre riscos e acertos, o tapete vermelho foi um prato cheio para quem, assim como nós, adora um bom julgamento fashion.
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