Solange Couto chegou ao auge da carreira em 2001, quando interpretou a icônica Dona Jura na novela “O Clone”. No entanto, ela já acumulava diversas participações em novelas e em filmes. Em 1981, mesmo ano em que fez o primeiro folhetim, a artista também integrou um longa de um gênero clássico do cinema brasileiro: a pornochanchada.
Fenômeno nas décadas de 1970 e 1980, a pornochanchada foi um gênero que mesclava humor com cenas de sexo e nudez. Solange participou do filme “A Noite dos Bacanais”, onde aparece sem roupa em uma das sequências.
Dirigido por Fauzi Mansur, a obra conta a história de Cris e Fernando, um casal em crise que testa o amor em ambientes de liberdade sexual, como bacanais e swings. Solange interpretou Esmeralda, esposa de um bandido procurado pela Polícia.
Imersos nas práticas sexuais, Fernando decide ter filhos, mas Cris rejeita a ideia. Esmeralda, então, fica responsável por gerar um “filho de proveta”, expressão equivalente a uma fertilização in vitro da época, mas os dois acabam se envolvendo.
O filme foi redescoberto por internautas após a entrada de Solange no “BBB 26” e ganhou força por conta de uma entrevista da atriz e ativista transsexual Kelly Cunha, que participou do elenco. Ela relembrou a obra em novembro do ano passado, em entrevista ao “QueenCast”.
"Foi um filme para adulto. 'Noite dos Bacanais'. Tiveram cenas que… Abafa! (risos). Com Solange Couto, que era do 'Oba Oba' na época", relembrou Kelly. O Oba Oba era uma das casas noturnas comandadas por Oswaldo Sargentelli. Solange era uma das dançarinas e, graças à popularidade da empreitada, ganhou oportunidades como atriz.