A morte precoce de Gabriel Ganley, aos 22 anos de idade, pegou a todos de surpresa, inclusive o treinador do fidiculturista, que falou pela primeira vez sobre a tragédia neste fim de semana. "Eu precisava de um tempo para processar tudo que aconteceu e tentar entender", justificou-se, sobre a demora em se pronunciar.
Através de sua rede social, o treinador do atleta assumiu ter se questionado muito após saber da morte de Gabriel, encontrado morto de bruços no chão da cozinha do próprio apartamento, em São Paulo. "Muitas vezes me pego pensando se poderia ter alertado mais, cuidado mais, percebido algo antes, estado mais perto... mas no fundo eu sei o quanto me preocupei", garantiu.
E completou: "Tivemos conversas, muitos momentos de orientação, porque foi uma relação construída com muito carinho, respeito, cuidado. Sempre desejei o melhor para ele, que ele realizasse todos os seus sonhos".
Marcelo Cruz falou ainda sobre as acusações que recebeu após a morte de Gabriel: "Sei também que existem opiniões, julgamentos e muitas especulações nesse momento, mas ninguém conhece a história que vivemos, os momentos que compartilhamos, as viagens, os treinos", avisou.
A morte de Gabriel Ganley, que antes de morrer já vinha passando mal devido ao uso de anabolizantes, como a insulina, deixou também a mãe, Clarisse, em estado de choque. Para ela, Marcelo Cruz dedicou uma parte especial de seu desabafo: "Peço a Deus que abençoe e conforte o coração da Clarice, que é a mãe do Ganley, e de toda sua família, e de todos aqueles que também estão sofrendo com essa perda. Que Deus nos dê força para continuar, mesmo diante de uma dor que ainda é difícil de entender e de compreender o porquê".
O treinador ainda pediu: "Continuem orando pela família do Ganley, abraçando, mandando mensagens de força e carinho".